Redação Plenax
O mercado financeiro voltou a elevar a previsão da inflação para este ano. Segundo dados do Boletim Focus, divulgados pelo Banco Central do Brasil, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) passou de 4,31% para 4,36%.
Esta é a quarta semana consecutiva de alta na projeção da inflação, que ainda permanece dentro do intervalo da meta definida pelo Conselho Monetário Nacional, fixada em 3% com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Inflação e cenário internacional
A elevação nas projeções ocorre em meio às tensões internacionais, especialmente relacionadas à guerra no Oriente Médio, que podem impactar preços de combustíveis e commodities.
O resultado oficial da inflação de março será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística nos próximos dias. Em fevereiro, o IPCA ficou em 0,7%, puxado principalmente pelos setores de transportes e educação. No acumulado de 12 meses, a inflação está em 3,81%.
Taxa Selic segue como principal instrumento
Para controlar a inflação, o Banco Central utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária.
Na última reunião, o comitê reduziu a taxa em 0,25 ponto percentual, mas o cenário internacional pode influenciar novas decisões. O próximo encontro do Copom está previsto para o fim de abril.
A expectativa do mercado é que a Selic termine 2026 em 12,5% ao ano, com trajetória de queda gradual nos anos seguintes.
PIB e dólar
O Boletim Focus também manteve a previsão de crescimento da economia brasileira em 1,85% neste ano. Para os anos seguintes, a expectativa é de crescimento entre 1,8% e 2%.
Já a projeção para o dólar é de R$ 5,40 no fim deste ano e R$ 5,45 ao final de 2027, conforme estimativas das instituições financeiras ouvidas pelo Banco Central.

