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Mauro Vieira participa de reunião emergencial da Celac para discutir crise na Venezuela

Foto: Lula Marques/Agência Brasil

Redação Plenax – Flavia Andrade

Chanceler brasileiro acompanha debate após ataque dos EUA e captura de Nicolás Maduro

O ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, participa neste domingo (4) de uma reunião extraordinária da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (Celac), convocada para tratar da crise na Venezuela após a ofensiva militar conduzida pelos Estados Unidos. O encontro ocorre por videoconferência e está previsto para o início da tarde.

A reunião reúne representantes dos países-membros da Celac em meio ao agravamento do cenário político e institucional venezuelano, desencadeado pelo ataque que resultou na captura do presidente Nicolás Maduro e da primeira-dama, Cilia Flores, no último sábado (3).

A Celac é um mecanismo intergovernamental de diálogo e concertação política que reúne permanentemente 32 países da América Latina e do Caribe. O bloco atua como fórum regional voltado à cooperação, integração e coordenação política, com o objetivo de fortalecer uma posição comum da região diante de temas estratégicos e crises internacionais.

Contexto da crise

No sábado (3), uma série de explosões foi registrada em diferentes bairros da capital venezuelana, Caracas. Durante a operação militar atribuída aos Estados Unidos, forças de elite norte-americanas capturaram o presidente Nicolás Maduro e sua esposa, que foram levados para Nova York.

A ação representa um novo episódio de intervenção direta dos Estados Unidos na América Latina. A última operação semelhante ocorreu em 1989, no Panamá, quando militares norte-americanos capturaram o então presidente Manuel Noriega, sob acusação de narcotráfico.

Assim como no caso panamenho, Washington acusa Maduro de liderar um suposto cartel conhecido como “Cartel de Los Soles”, alegação que, segundo especialistas em tráfico internacional de drogas, não possui comprovação concreta. À época, o governo de Donald Trump chegou a oferecer uma recompensa de US$ 50 milhões por informações que levassem à prisão do líder venezuelano.

Para críticos da ação, a ofensiva tem motivação geopolítica e estratégica, com o objetivo de afastar a Venezuela de aliados globais dos Estados Unidos, como China e Rússia, além de ampliar a influência sobre o setor energético do país, que detém as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo.

A expectativa é de que a reunião da Celac resulte em posicionamentos diplomáticos conjuntos e propostas de encaminhamento regional diante da escalada do conflito.

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