Redação Plenax
Tema da campanha Março Azul Marinho, o câncer colorretal ocupa hoje uma posição de alerta na saúde pública brasileira. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), a doença é o segundo tipo de câncer mais frequente entre homens e mulheres no país.
Para 2025, a estimativa é de 26.260 novos casos entre homens (10,3% dos diagnósticos oncológicos, atrás apenas do câncer de próstata) e 27.540 entre mulheres (10,5%, ficando atrás somente do câncer de mama). Somados, são mais de 53 mil novos registros previstos no ano.
Além da alta incidência, a mortalidade também preocupa: o tumor é a terceira principal causa de morte por câncer quando homens e mulheres são analisados separadamente e a segunda quando considerados em conjunto, atrás apenas do câncer de pulmão.
Embora nem todos os casos sejam evitáveis, especialistas reforçam que prevenção e diagnóstico precoce reduzem de forma significativa o impacto da doença.
Cinco pontos essenciais sobre o câncer colorretal
Está entre os tumores mais diagnosticados no país
O câncer que acomete o cólon e o reto já ocupa a segunda posição entre os mais frequentes no Brasil. O volume de novos casos reforça a necessidade de ampliar políticas de rastreamento e informação à população.
É uma das principais causas de morte por câncer
A letalidade está diretamente ligada ao estágio do diagnóstico. Quanto mais avançada a doença no momento da descoberta, menores as chances de cura.
Pode evoluir de forma silenciosa
Nos estágios iniciais, o câncer colorretal pode não apresentar sintomas evidentes. Quando surgem, os sinais mais comuns incluem:
Sangue nas fezes
Alteração persistente do hábito intestinal
Fezes mais finas
Dor abdominal recorrente
Sensação de evacuação incompleta
Anemia sem causa aparente
Perda de peso involuntária
A persistência desses sintomas por semanas deve motivar avaliação médica.
4️⃣ Casos em pessoas mais jovens estão aumentando
Embora seja mais comum após os 50 anos, especialistas observam crescimento no número de diagnósticos em pessoas com menos de 50 anos. Entre os fatores associados estão:
Histórico familiar (especialmente parentes de primeiro grau)
Alimentação pobre em fibras e rica em ultraprocessados e carnes vermelhas
Sedentarismo
Obesidade
Consumo excessivo de álcool
Tabagismo
O fenômeno levou à revisão de recomendações internacionais sobre o início do rastreamento.
5️⃣ A colonoscopia é fundamental na prevenção
O exame de colonoscopia é considerado a principal ferramenta de diagnóstico e prevenção. Ele permite identificar e remover pólipos antes que evoluam para câncer.
A American Cancer Society recomenda que pessoas com risco médio iniciem o rastreamento aos 45 anos, mesmo sem sintomas. Quem possui histórico familiar deve começar aos 40 anos ou dez anos antes da idade do diagnóstico do parente, prevalecendo o que ocorrer primeiro.
Tratamento e avanços terapêuticos
Quando diagnosticado precocemente, o tratamento costuma envolver cirurgia para retirada do tumor e dos linfonodos regionais. A quimioterapia pode ser indicada conforme o estágio da doença.
Mesmo em casos mais avançados, com metástases, há possibilidade de controle prolongado e, em situações específicas, cura — especialmente quando as lesões são únicas e passíveis de ressecção.
Atualmente, o arsenal terapêutico inclui:
Quimioterapia convencional
Terapias-alvo direcionadas a mutações específicas
Imunoterapia em casos selecionados
Radioterapia
Ablação por radiofrequência
Radioembolização
Prevenção continua sendo a melhor estratégia
A adoção de hábitos saudáveis permanece como eixo central na redução do risco:
Prática regular de atividade física
Alimentação rica em frutas, vegetais e fibras
Redução do consumo de carnes vermelhas e embutidos
Controle do peso
Moderação no consumo de álcool
Abandono do tabagismo
Especialistas alertam, no entanto, que estilo de vida saudável não substitui acompanhamento médico e adesão ao rastreamento.
No mês do Março Azul Marinho, a principal mensagem é clara: informação, vigilância dos sinais e exames preventivos salvam vidas.

