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Luiz Marinho descarta “bolha” e afirma que geração de empregos no Brasil é crescimento consistente

Foto: Vitor Vasconcelos/Secom-PR

Redação Plenax – Flavia Andrade

Ministro do Trabalho diz que país ultrapassou 5 milhões de vagas formais desde 2023 e defende fim da escala 6×1 e ampliação da qualificação profissional

O ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, afirmou que a geração de empregos formais no Brasil desde 2023 reflete um crescimento sólido e distribuído em todo o país, e não um movimento pontual ou artificial. A declaração foi feita nesta quarta-feira (7/1), durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro.

“É um crescimento do emprego em todo o país e em todos os estados brasileiros, em todos os segmentos da economia. Não é uma bolha aqui e acolá. É um crescimento consistente”, declarou o ministro.

Em novembro de 2026, o Brasil ultrapassou a marca de 5 milhões de empregos formais criados desde janeiro de 2023, alcançando 49,09 milhões de vínculos ativos — o maior número da série histórica do Novo Caged. O cenário positivo também se reflete na taxa de desemprego, que chegou a 5,2%, o menor patamar já registrado no país.

Renda em alta e otimismo econômico

Segundo Luiz Marinho, os bons resultados no mercado de trabalho vêm acompanhados de medidas com impacto direto na renda dos trabalhadores. Entre elas estão o reajuste do salário mínimo e a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, além de descontos menores para salários entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil.

Desde 1º de janeiro, o salário mínimo passou de R$ 1.518 para R$ 1.621, um aumento de 6,7%. A política de reajuste adotada considera a inflação acumulada dos 12 meses anteriores somada ao crescimento real do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos antes.

O ministro demonstrou otimismo em relação à economia e projetou novos ganhos reais para os próximos anos. “Este ano de novo vai crescer a economia, crescer o PIB brasileiro, e crescendo o PIB per capita seguramente também crescerá o salário mínimo de novo, olhando para 2027. O Brasil está no rumo certo”, afirmou.

Fim da escala 6×1 entra na pauta

Outro tema central da entrevista foi a discussão sobre o fim da jornada de trabalho 6×1, sem redução salarial. Para Marinho, o modelo é ultrapassado e afeta diretamente a saúde e a qualidade de vida dos trabalhadores.

“A escala 6×1 é uma prioridade do governo e dos trabalhadores, especialmente da juventude. É a jornada mais cruel ainda em prática no mundo, sobretudo para as mulheres. Precisamos pensar na redução da jornada máxima do país”, defendeu.

O ministro destacou que a mudança deve ser debatida com o setor produtivo, especialmente comércio, serviços e indústria, como parte de uma estratégia para promover ambientes de trabalho mais saudáveis. “Se o trabalhador tem tranquilidade em casa, ele leva essa tranquilidade para o ambiente de trabalho”, argumentou.

Qualificação e inclusão digital

Luiz Marinho também ressaltou a necessidade de investir na qualificação profissional, com atenção especial aos jovens. Segundo ele, o Ministério do Trabalho tem articulado parcerias com estados, municípios e o Sistema S para ampliar o acesso à capacitação.

Entre as iniciativas, o ministro citou um programa de qualificação digital desenvolvido em parceria com a Microsoft, voltado para milhões de brasileiros. “Os jovens dominam redes sociais, mas muitas vezes não sabem baixar ou anexar um arquivo. Precisamos avançar na capacitação digital, como o Brasil fez em outros momentos da sua história”, afirmou.

Mudanças no PAT e Seguro Defeso

Durante a entrevista, Marinho abordou ainda a modernização do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), que deve beneficiar mais de 22 milhões de pessoas. As novas regras reduzem as taxas cobradas por intermediários e ampliam a aceitação dos cartões em restaurantes e mercados, especialmente os de pequeno porte.

Outro ponto tratado foi a nova gestão do Seguro-Desemprego do Pescador Artesanal, o Seguro Defeso. Desde novembro de 2025, o Ministério do Trabalho passou a analisar e pagar o benefício. “Nossa tarefa é garantir o direito de quem realmente vive da pesca artesanal. Quem exerce outra atividade não tem esse direito assegurado por lei”, explicou.

O programa Bom Dia, Ministro é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), com participação de rádios e portais de diversas regiões do país.

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