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Financiamento ambiental e preservação do bioma pautam Dia do Pantanal na COP15 em Campo Grande

Fotos: Mairinco de Pauda/Semadesc

Redação Plenax

Debates destacaram recursos para conservação, participação da iniciativa privada e políticas de preservação do bioma pantaneiro

O financiamento de políticas ambientais e a preservação do bioma pantaneiro foram temas centrais do Dia do Pantanal, realizado durante a COP15 da Convenção sobre Espécies Migratórias, em Campo Grande. O evento reuniu autoridades, especialistas, pesquisadores, ambientalistas e representantes do setor produtivo na chamada Blue Zone da conferência.

O encontro discutiu principalmente mecanismos de financiamento para conservação ambiental, governança territorial e proteção de habitats de espécies migratórias no Pantanal.

Durante a abertura, o secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul destacou que a preservação ambiental precisa caminhar junto com tecnologia, inovação e desenvolvimento sustentável.

Segundo ele, a chamada Lei do Pantanal representou um marco na conservação do bioma, criando instrumentos como corredores ecológicos, percentuais de preservação de vegetação e mecanismos de mediação entre produção e preservação ambiental.

Financiamento e participação da iniciativa privada

Um dos principais debates do evento foi sobre o financiamento de longo prazo para conservação do Pantanal. Representantes do governo federal e de instituições ambientais discutiram modelos de financiamento semelhantes ao Fundo Amazônia e outros mecanismos de apoio ambiental.

Entre os instrumentos citados está o Fundo Clima Pantanal, criado como mecanismo de negociação e financiamento durante a elaboração da Lei do Pantanal, com participação da iniciativa privada.

Outro modelo debatido foi o Pagamento por Serviços Ambientais, mecanismo que remunera proprietários rurais que preservam a vegetação nativa e contribuem para a conservação ambiental.

Segundo os participantes, esse tipo de política é fundamental porque cerca de 97% do território do Pantanal está em áreas privadas, o que torna a participação dos produtores rurais essencial para a preservação do bioma.

Conservação aliada à geração de renda

Outro ponto debatido durante o evento foi a necessidade de incluir comunidades tradicionais nas políticas de conservação ambiental, associando preservação à geração de renda e desenvolvimento sustentável.

A avaliação dos participantes é que políticas ambientais só terão sucesso a longo prazo se conseguirem conciliar preservação, desenvolvimento econômico e melhoria da qualidade de vida das populações que vivem no bioma pantaneiro.

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