Redação Plenax
O período que antecede a colheita da soja, especialmente entre 30 e 40 dias finais do ciclo, é considerado o mais crítico para os produtores. Nessa fase, as plantas concentram energia no enchimento dos grãos, e qualquer dano às folhas pode impactar diretamente a produtividade e a qualidade da safra.
De acordo com especialistas do setor, as chamadas Doenças de Final de Ciclo (DFCs) estão entre os principais riscos nesse momento. Segundo a Embrapa, quando não controladas, essas doenças podem provocar perdas superiores a 20% na produção.
As DFCs formam um complexo de enfermidades que afetam a área foliar das plantas, reduzindo a capacidade fotossintética e acelerando a desfolha. Com isso, o período de enchimento dos grãos é encurtado, comprometendo o rendimento final da lavoura.
Entre as doenças mais comuns estão a mancha-alvo, a mancha-parda e a cercosporiose, que tendem a se intensificar em condições climáticas favoráveis, como alta umidade. Os sintomas, muitas vezes discretos no início, podem evoluir rapidamente, reduzindo o tempo de reação do produtor.
O manejo adequado, segundo especialistas, passa pela adoção de estratégias integradas, incluindo o uso correto de defensivos agrícolas, escolha de produtos conforme a pressão de doenças na área e respeito ao estágio de desenvolvimento da cultura.
Além disso, o acompanhamento técnico é apontado como fator decisivo para minimizar prejuízos, permitindo a definição de um plano de controle mais eficiente e alinhado às condições específicas de cada lavoura.
Com a reta final da safra em andamento, o monitoramento constante e a tomada de decisão no momento correto são determinantes para garantir produtividade e qualidade dos grãos.

