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Estratégias nutricionais adequadas reduzem perdas e otimizam o desempenho de poedeiras

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

O uso correto de estratégias nutricionais tem papel decisivo no controle de perdas, na eficiência das dietas e no desempenho das poedeiras. Segundo especialistas, a adoção de tecnologias enzimáticas é uma das principais ferramentas para mitigar os efeitos de fatores antinutricionais presentes nas rações e garantir melhores resultados zootécnicos e econômicos nas granjas.

Entre os principais fatores antinutricionais da dieta das poedeiras estão o fitato, os polissacarídeos não amiláceos (PNAs) e os inibidores de tripsina. Esses compostos podem comprometer a absorção de nutrientes, a saúde intestinal e até a resistência óssea das aves. “Esses componentes reduzem o valor nutritivo de ingredientes vegetais amplamente utilizados nas dietas, como milho e farelo de soja. O desafio aumenta quando o produtor recorre a ingredientes alternativos para reduzir custos”, explica Allan Dias, zootecnista da Auster Nutrição Animal.

Cada fator antinutricional atua de forma distinta no organismo das aves. Os PNAs funcionam como diluentes da dieta, prejudicando a disponibilidade de energia e nutrientes; o fitato indisponibiliza fósforo e cálcio e ainda agride a mucosa intestinal; já os inibidores de tripsina reduzem significativamente a digestibilidade das proteínas. “Esses fatores afetam diretamente o desempenho das poedeiras, interferindo na qualidade da casca, na taxa de postura e no peso corporal”, destaca Allan.

Para minimizar esses impactos, o uso de enzimas é fundamental. No caso dos PNAs, enzimas como xilanase auxiliam na quebra de arabinoxilanos presentes no milho, enquanto glucanase e galactosidase atuam sobre glucanos e galactosídeos do farelo de soja, melhorando o aproveitamento energético. As fitases, por sua vez, são essenciais para liberar o fósforo e o cálcio ligados ao fitato. Já os inibidores de tripsina exigem atenção especial: enquanto os do tipo Kunitz podem ser inativados pelo calor, os Bowman-Birk permanecem parcialmente ativos, o que reforça a necessidade de rigoroso controle de qualidade no processamento do farelo de soja.

Além desses compostos, outros fatores antinutricionais também merecem atenção, como taninos presentes no sorgo e o gossipol no farelo de girassol, que podem comprometer tanto o consumo quanto a qualidade dos ovos. “Isso reforça a importância de um controle criterioso das matérias-primas utilizadas nas formulações”, ressalta o especialista.

Diante desse cenário, a Auster Nutrição Animal desenvolveu a Linha Aela Postura, que combina fitase e carboidrases de amplo espectro, formuladas para maximizar a liberação de energia, fósforo e aminoácidos a partir das matérias-primas da dieta. “Utilizamos uma fitase de alta velocidade de atuação, que potencializa o aproveitamento do fósforo fítico, além de uma xilanase capaz de atuar sobre diferentes tipos de arabinoxilanos do milho”, explica Allan.

A linha também permite formulações personalizadas, com a inclusão de enzimas como α-galactosidase e β-glucanase, de acordo com a realidade nutricional de cada granja. Segundo a Auster, os resultados econômicos são expressivos: granjas que utilizam a Linha Aela Postura registram redução de custos entre R$ 15,00 e R$ 30,00 por tonelada de ração, mantendo desempenho equivalente ao padrão das linhagens comerciais.

Com o manejo nutricional adequado e o uso estratégico de enzimas, os produtores conseguem reduzir perdas, melhorar a eficiência alimentar e sustentar altos níveis de produtividade na avicultura de postura.

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