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Câncer de colo do útero está entre os mais comuns no Brasil, mas prevenção pode evitar maioria dos casos

Foto: Freepik

Redação Plenax

O câncer de colo do útero está entre os tipos mais incidentes no Brasil, mas também é considerado um dos tumores com maior potencial de prevenção. A doença geralmente se desenvolve de forma lenta e, na maioria dos casos, está relacionada à infecção persistente pelo HPV, vírus transmitido principalmente por contato sexual.

De acordo com dados do Instituto Nacional de Câncer, o câncer de colo do útero é o terceiro tipo mais frequente entre pessoas com colo do útero no país. Especialistas alertam que a prevenção pode ser feita principalmente por meio da vacinação contra o HPV e da realização periódica do exame preventivo, que permite identificar lesões antes que evoluam para câncer.

Segundo o ginecologista Sergio Rocha, a doença ainda enfrenta barreiras como desinformação, medo e preconceito, o que faz com que muitas pessoas deixem de se vacinar ou realizar o exame preventivo. Ele explica que a vacinação e o rastreamento devem fazer parte do cuidado com a saúde ao longo da vida.

Mitos e verdades sobre o HPV e o câncer de colo do útero

Entre as principais dúvidas da população, especialistas destacam alguns pontos importantes:

HPV sempre causa câncer: Mito. A maioria das infecções é eliminada naturalmente pelo organismo e apenas alguns tipos do vírus estão associados ao câncer.
Vacina contra o HPV é segura: Verdade. A vacina protege contra os principais tipos de HPV relacionados ao câncer.
Só quem já iniciou a vida sexual precisa se preocupar: Mito. A vacina é mais eficaz antes do início da vida sexual, por isso é indicada para crianças e adolescentes.
Exame preventivo é desnecessário ou muito dolorido: Mito. O exame é rápido e fundamental para detectar alterações precoces.
Quem se vacina não precisa fazer exame: Mito. A vacina não protege contra todos os tipos de HPV, por isso o exame continua necessário.
Não tenho histórico familiar, então não preciso me preocupar: Mito. O principal fator de risco é a infecção persistente pelo HPV.
HPV sempre apresenta sintomas: Mito. Na maioria dos casos, a infecção é silenciosa.
Vacina contra HPV é só para meninas: Mito. A vacinação também é indicada para meninos e ajuda a prevenir diferentes tipos de câncer.
Como funciona o atendimento na rede pública

Nas unidades gerenciadas pelo Centro de Estudos e Pesquisas Dr. João Amorim, a linha de cuidado da saúde da mulher inclui desde o rastreamento até o tratamento, com acompanhamento contínuo dos pacientes.

Quando há alterações no exame preventivo, o paciente é encaminhado para exames complementares, como colposcopia e biópsia, e, se necessário, para serviços especializados para tratamento. As equipes também realizam busca ativa de pessoas com exames em atraso, com apoio de agentes comunitários de saúde.

As unidades adotam estratégias como ampliação de horários de atendimento, organização de agendas, ações educativas e campanhas de vacinação contra o HPV, muitas vezes em parceria com escolas e famílias.

O acompanhamento contínuo e o atendimento humanizado têm contribuído para o aumento da cobertura do exame preventivo e da vacinação, reduzindo atrasos no diagnóstico e ampliando o acesso ao tratamento, reforçando a importância da prevenção e do acompanhamento regular.

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