Redação Plenax
A 6ª edição da Caminhada do Silêncio pelas Vítimas de Violência do Estado reuniu centenas de pessoas neste domingo (29), em São Paulo. O ato contou com a participação de familiares de vítimas da ditadura militar, movimentos sociais e entidades de direitos humanos.
A concentração ocorreu em frente ao antigo prédio do DOI-Codi, na Rua Tutóia, local que foi um dos principais centros de repressão e tortura durante a Ditadura Militar Brasileira. O cortejo seguiu pela zona sul da capital até o Monumento em Homenagem aos Mortos e Desaparecidos Políticos, no Parque Ibirapuera, sob escolta da Polícia Militar.
O ato foi organizado pelo Instituto Vladimir Herzog e pelo Núcleo de Preservação da Memória Política, reunindo mais de 30 organizações da sociedade civil. Com o tema “aprender com o passado para construir o futuro”, a caminhada relembrou crimes cometidos durante o período da ditadura e também denunciou a continuidade de casos de violência de Estado ao longo das últimas décadas.
Durante o evento, representantes das entidades destacaram a importância de discutir os impactos do período autoritário ainda na atualidade e a necessidade de fortalecimento da democracia. Também foi mencionado o monitoramento das recomendações feitas pela Comissão Nacional da Verdade, que apontou medidas para garantir memória, verdade e justiça às vítimas do regime militar.
Os organizadores afirmaram que a Caminhada do Silêncio surgiu como uma resposta coletiva ao autoritarismo e às tentativas de apagamento da memória histórica, e que a mobilização busca manter viva a lembrança das vítimas e reforçar a defesa do Estado democrático de Direito.
Ao final do ato, foi lido o manifesto da caminhada e os nomes de vítimas da violência de Estado, tanto do período da ditadura quanto de casos mais recentes. Após cada nome, os participantes respondiam em coro: “presente”.

