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CAIXA volta a emitir extratos bancários em Braille para clientes com deficiência visual

Foto: Agência Brasil

Redação Plenax

A Caixa Econômica Federal retomou a emissão de extratos bancários em Braille, voltados a clientes com deficiência visual. O serviço é gratuito e deve ser solicitado diretamente ao gerente em uma agência física do banco.

A iniciativa amplia as ações de acessibilidade da instituição, que também implementou recentemente atendimento especializado em Língua Brasileira de Sinais (Libras) em lotéricas e agências em todo o país.

Inicialmente, o extrato em Braille está disponível para contas poupança de pessoa física. A expectativa da Caixa é ampliar o serviço para contas correntes de pessoas físicas e jurídicas ainda no primeiro trimestre deste ano. Após a solicitação na agência, o cliente passa a receber mensalmente o extrato em Braille no endereço cadastrado.

Deficiência visual no Brasil

Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com base no Censo Demográfico 2022 do Brasil, indicam que o país possui cerca de 14,4 milhões de pessoas com deficiência. Desse total, quase oito milhões convivem com algum grau de dificuldade para enxergar, mesmo com o uso de óculos ou lentes de contato — tornando essa a deficiência funcional mais comum no Brasil.

Importância do Braille

Para Denise Braga, que é cega total, o acesso à informação por meio do Braille continua sendo essencial.

Diagnosticada com diabetes aos sete anos e tendo perdido a visão aos 24, ela destaca que o sistema permite um contato direto com a linguagem escrita. “Como pessoa que enxergava e ficou cega, sei a importância tanto do Braille quanto da tecnologia assistiva. Através do Braille a pessoa cega tem contato com a palavra pelo toque, enquanto na tecnologia assistiva a gente acaba apenas ouvindo”, explica.

Segundo ela, a retomada do serviço também é importante para pessoas que não têm familiaridade com ferramentas digitais ou não possuem acesso a celulares com recursos de acessibilidade. Denise observa que, em alguns aplicativos, leitores de tela ainda encontram dificuldades, como botões que não estão identificados corretamente.

“Com o Braille, a informação não fica escondida em um botão sem identificação. Ela está ali, literalmente na ponta dos dedos”, afirma.

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