Redação Plenax
O Banco do Brasil anunciou que fará a compensação das emissões de gases de efeito estufa geradas durante a COP15, realizada em Campo Grande. A estimativa é que o evento tenha gerado entre 2,5 mil e 3 mil toneladas de carbono.
A conferência internacional, organizada pelo Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima, reuniu cerca de 2 mil participantes de diversos países, entre representantes de governos, cientistas e organizações da sociedade civil, com foco na proteção de espécies migratórias e seus habitats.
Segundo o banco, a compensação será feita por meio de créditos de carbono provenientes de projetos de energia renovável, garantindo a neutralização total das emissões geradas pela estrutura do evento, deslocamento de participantes e consumo de energia.
Como funciona a compensação
A neutralização de carbono consiste em compensar a emissão de gases poluentes com investimentos em projetos que reduzam ou evitem a emissão desses gases na atmosfera. Na prática, para cada tonelada de carbono emitida, é financiada uma ação ambiental equivalente, como geração de energia solar, reflorestamento ou captura de gases poluentes.
No caso da COP15, os créditos utilizados são certificados dentro do sistema da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima e vêm de projetos de energia solar apoiados pelo banco, que substituem fontes de energia mais poluentes.
Impactos ambientais e espécies migratórias
As mudanças climáticas afetam diretamente as rotas de espécies migratórias, como aves, peixes e mamíferos, que dependem de condições ambientais específicas para sobreviver e se reproduzir. Alterações de temperatura, regime de chuvas e disponibilidade de alimento podem comprometer esses trajetos naturais.
Por isso, a compensação das emissões de eventos internacionais é considerada uma forma de alinhar ações ambientais com as discussões sobre preservação da biodiversidade e combate ao aquecimento global.
Projetos ambientais
De acordo com o Banco do Brasil, projetos ambientais apoiados pela instituição já evitam a emissão de cerca de 3,6 milhões de toneladas de gases de efeito estufa por ano. Além disso, o banco atua na preservação e recuperação de aproximadamente 1,4 milhão de hectares de áreas naturais, com meta de alcançar 2 milhões de hectares até 2030.
As iniciativas incluem reflorestamento, agricultura de baixo carbono e geração de energia renovável, consideradas estratégias fundamentais para reduzir os impactos das mudanças climáticas.

