Redação Plenax – Flavia Andrade
O ataque realizado pelos Estados Unidos contra a Venezuela, na madrugada deste sábado (3), gerou ampla repercussão internacional. Explosões foram registradas em Caracas e em outras regiões do país, e o presidente norte-americano, Donald Trump, afirmou que forças americanas capturaram o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e sua esposa.
O governo da Venezuela classificou a ação como uma “agressão militar”, decretou estado de emergência e acusou os EUA de atingirem alvos civis e militares. Até a última atualização, não havia confirmação oficial de feridos.
O que se sabe até agora
As explosões começaram por volta das 2h no horário local (3h em Brasília).
Ataques atingiram Caracas e os estados de Miranda, Aragua e La Guaira.
Donald Trump confirmou a ofensiva e afirmou que Maduro foi capturado e retirado do país junto com a esposa.
O governo venezuelano declarou emergência nacional.
Não há, até o momento, informações oficiais sobre vítimas.
Repercussão internacional
Colômbia
O presidente Gustavo Petro expressou “profunda preocupação” com os ataques e rejeitou “qualquer ação militar unilateral” que possa agravar a tensão regional ou colocar civis em risco. Petro afirmou ainda que a soberania da Venezuela deve ser respeitada e anunciou o reforço da fronteira colombiana para eventual acolhimento de refugiados.
Irã
Aliado do governo venezuelano, o Irã condenou o ataque, classificando-o como “violação flagrante da soberania e da integridade territorial” da Venezuela. Teerã pediu uma ação imediata do Conselho de Segurança da ONU para interromper o que chamou de agressão ilegal.
Rússia
O governo russo denunciou um “ato de agressão armada” dos Estados Unidos e disse estar “profundamente preocupado” com a situação. Moscou defendeu esforços diplomáticos para evitar uma escalada do conflito e buscar uma solução por meio do diálogo.
Cuba
O presidente Miguel Díaz-Canel classificou a ação como um “criminoso ataque” e acusou os EUA de praticarem “terrorismo de Estado”. Segundo ele, a América Latina, que descreveu como uma “zona de paz”, está sendo brutalmente atacada.
Argentina
O presidente Javier Milei comemorou a ofensiva americana em uma publicação nas redes sociais, afirmando que “a liberdade avança” e demonstrando apoio explícito à ação dos EUA.
Alemanha
O Ministério das Relações Exteriores alemão afirmou acompanhar a situação com “grande preocupação”. O governo informou que mantém contato com sua embaixada em Caracas e que uma equipe de crise deve se reunir para avaliar os desdobramentos.
Itália
O chanceler italiano declarou que o país monitora o cenário com atenção especial à comunidade italiana que vive na Venezuela. A primeira-ministra Giorgia Meloni estaria sendo atualizada constantemente sobre a situação.
Coreia do Sul
O presidente Lee Jae Myung determinou medidas para proteger cidadãos sul-coreanos no país e ordenou que o governo se prepare para uma eventual retirada, caso o agravamento do conflito torne a permanência insegura.
A ofensiva americana e a captura de Nicolás Maduro aumentam o risco de instabilidade regional e colocam a Venezuela no centro de uma crise internacional de grandes proporções.

