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Artemis 2 bate recorde histórico e leva humanos ao ponto mais distante da Terra

Foto: Reprodução/Nasa

Redação Plenax

A missão Artemis 2 entrou para a história nesta segunda-feira ao levar astronautas ao ponto mais distante já alcançado por seres humanos no espaço. A tripulação superou a marca de 248 mil milhas (cerca de 400 mil km) da Terra, recorde que pertencia à missão Apollo 13 há mais de cinco décadas.

O voo, conduzido pela NASA, representa um marco no retorno das missões tripuladas à órbita lunar e reforça os avanços do programa Artemis.

Trajetória histórica e emoção a bordo

A bordo da cápsula Orion, os astronautas Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen seguem em uma trajetória de assistência gravitacional ao redor da Lua, incluindo um raro sobrevoo pelo lado oculto do satélite.

O momento ganhou ainda mais simbolismo com uma mensagem do astronauta Jim Lovell, enviada à tripulação antes do marco histórico. “Bem-vindos à minha antiga vizinhança”, disse Lovell, em gravação feita antes de sua morte.

Novo recorde e visão inédita

Horas depois de superar o recorde anterior, a Artemis 2 atingiu uma distância ainda maior: mais de 252 mil milhas (cerca de 406 mil km) da Terra — ampliando significativamente o limite da exploração humana no espaço.

Durante o percurso, os astronautas também participaram de atividades simbólicas, como a sugestão de nomes para crateras lunares ainda não catalogadas, além de registrar imagens detalhadas da superfície da Lua.

Missão marca nova era da exploração espacial

A Artemis 2 é o primeiro voo tripulado do programa que sucede as históricas missões Apollo. O objetivo da NASA é levar novamente astronautas à superfície lunar até 2028 e estabelecer presença humana duradoura no satélite.

A última vez que humanos pisaram na Lua foi em 1972, durante a missão Apollo 17.

Próximos passos

Nos próximos dias, a cápsula Orion deve completar o sobrevoo pelo lado mais distante da Lua, enfrentando períodos de blackout de comunicação enquanto o satélite bloqueia o sinal com a Terra.

Além do impacto científico, a missão também é vista como etapa fundamental para futuras viagens a Marte, consolidando a Lua como base estratégica para a exploração espacial de longa duração.

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