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Amamsul aposta na ressocialização e contrata reeducando do sistema prisional em MS

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

A Associação dos Magistrados de Mato Grosso do Sul (Amamsul) reforçou sua atuação social ao contratar um reeducando do sistema prisional do Estado, iniciativa que alia responsabilidade institucional, inclusão e reconstrução de trajetórias por meio do trabalho digno.

Há cinco meses, Adriano Pacheco, de 38 anos, passou a integrar a equipe da entidade. Com experiência em serviços gerais e marcenaria, ele foi contratado dentro de um projeto que aposta no poder transformador da oportunidade profissional como ferramenta efetiva de ressocialização.

“O trabalho dignifica o homem. Essa ação vai além da geração de renda: promove dignidade, reintegração social e a reconstrução de trajetórias interrompidas”, destacou o presidente da Amamsul, Mário José Esbalqueiro Júnior.

Para Adriano, a confiança depositada foi decisiva. “Procuro fazer todos os dias o meu melhor. Sempre tem alguém observando e que pode nos dar uma chance. Foi assim comigo na Amamsul”, relatou.

A iniciativa é acompanhada pelo Conselho da Comunidade de Campo Grande (CCCG) e pela 2ª Vara de Execução Penal (2ª VEP), que fiscalizam e apoiam ações voltadas à reintegração social de pessoas privadas de liberdade. Segundo a entidade, experiências como essa são fundamentais para reduzir a reincidência criminal e fortalecer o papel do sistema de Justiça como agente de transformação social.

Em podcast do Ministério Público Estadual, a promotora de Justiça Paula Volpe ressaltou a relevância do projeto. “Não existe prisão perpétua no Brasil. Quando essas pessoas cumprem suas penas e retornam ao convívio social, precisam de dignidade para sustentar suas famílias. Parabenizamos o Poder Judiciário que, por meio da Associação dos Magistrados, promove esse resgate”, afirmou.

O presidente da Amamsul reforçou que a instituição seguirá apoiando projetos que valorizem o ser humano e ampliem oportunidades. “Queremos incentivar que mais empresas abram as portas para reeducandos. A Justiça também se constrói com acolhimento, responsabilidade e confiança”, concluiu.

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