Redaação Plenax
A higienização em ambientes de processamento de proteína animal sempre foi um dos principais gargalos operacionais da indústria. Entre resíduos orgânicos de difícil remoção, a gordura bovina se destaca como um dos maiores desafios, exigindo soluções mais eficientes e econômicas. Nesse cenário, a adoção de tecnologias de lavagem com água quente tem ganhado espaço e transformado a rotina de frigoríficos de diferentes portes.
Ao contrário dos métodos tradicionais, a limpeza térmica atua diretamente na composição dos resíduos. Em linhas de abate, onde gordura e sangue aderem com facilidade a superfícies e equipamentos, o calor funciona como agente de liquefação, facilitando a remoção. Levantamentos do setor apontam que o uso de jatos de alta pressão com água aquecida pode acelerar o processo em até 40% em comparação com a água fria, reduzindo o tempo de parada das operações.
Outro fator relevante é o impacto ambiental e financeiro. A tecnologia permite diminuir significativamente o consumo de água e de produtos químicos, pontos sensíveis tanto para o licenciamento ambiental quanto para a redução de custos, especialmente em pequenos e médios abatedouros.
De acordo com João Glatério, diretor de vendas da Kärcher Brasil, a proposta da tecnologia é tornar o processo mais eficiente em ambientes considerados críticos. “A gordura bovina é uma das sujeiras mais persistentes. Com a água quente em alta pressão, o operador deixa de perder tempo esfregando e passa a remover a sujeira por liquefação, o que reduz desperdícios e melhora a produtividade”, afirma.
Ganho operacional e sanitário
Além da agilidade, a limpeza térmica contribui para o controle sanitário. O calor auxilia na eliminação de microrganismos, reforçando os padrões exigidos pela indústria de alimentos e ampliando a segurança no processamento.
A versatilidade também é um diferencial. Os equipamentos podem ser utilizados tanto em estruturas menores quanto em grandes plantas industriais, acompanhando diferentes níveis de produção.
Principais benefícios da tecnologia:
Redução de até 40% no tempo de limpeza
Menor consumo de água e detergentes
Melhoria nos padrões sanitários
Aplicação em frigoríficos de diferentes portes
Com a pressão por eficiência, sustentabilidade e conformidade sanitária, a tendência é que soluções baseadas em água quente ganhem ainda mais espaço no setor agroindustrial nos próximos anos.

