Posted in

Abril Lilás alerta: desinformação atrasa diagnóstico de câncer de testículo, doença que atinge principalmente jovens

Foto: Reprodução

Redação Plenax – Flavia Andrade

O mês do Abril Lilás chama atenção para a conscientização sobre o câncer de testículo, doença que afeta principalmente adolescentes e adultos jovens e que, quando diagnosticada precocemente, pode ter mais de 95% de chances de cura. Apesar disso, o tabu, a vergonha e a desinformação ainda são os principais obstáculos para o diagnóstico precoce.

Embora seja menos frequente entre os tumores masculinos, o câncer de testículo é o tumor maligno mais comum entre homens jovens, principalmente na faixa etária dos 15 aos 34 anos, podendo ocorrer até os 50 anos. Para o triênio de 2026 a 2028, a estimativa é de cerca de 1,8 mil novos casos no Brasil.

Segundo especialistas, os sintomas muitas vezes são ignorados ou confundidos com inflamações ou infecções. Entre os principais sinais de alerta estão o aparecimento de nódulo indolor no testículo, aumento ou endurecimento da região, sensação de peso na bolsa escrotal e dor na parte baixa do abdômen.

Outros sintomas que também devem chamar atenção incluem aumento ou diminuição do tamanho dos testículos, presença de sangue na urina, sensibilidade nos mamilos (mais raro) e puberdade precoce.

Autoexame ajuda no diagnóstico precoce

O autoexame dos testículos é uma das principais formas de identificar alterações precocemente. A recomendação é que ele seja feito uma vez por mês, de preferência após o banho quente, quando a bolsa escrotal está mais relaxada, facilitando a identificação de possíveis alterações.

Caso seja identificado qualquer nódulo, alteração de tamanho ou endurecimento, a orientação é procurar um médico o quanto antes para avaliação clínica e realização de exames como ultrassonografia e exames laboratoriais.

Histórico familiar e criptorquidia são fatores de risco

Entre os fatores de risco para o desenvolvimento da doença estão histórico familiar de câncer de testículo e casos de criptorquidia, condição em que o testículo não desce para a bolsa escrotal durante a infância. Mesmo quando corrigida, a condição exige acompanhamento médico ao longo da vida.

Tratamento pode impactar fertilidade

O tratamento depende do estágio do tumor e pode incluir cirurgia, quimioterapia ou radioterapia. Em muitos casos, é necessária a retirada do testículo por meio de cirurgia, procedimento que geralmente não compromete a potência sexual quando apenas um testículo é removido.

Especialistas também alertam que o tratamento pode impactar a fertilidade, por isso é recomendado que pacientes conversem com o médico sobre a possibilidade de congelamento de esperma antes do início do tratamento.

A orientação geral é que homens e famílias conversem mais sobre o tema, reduzindo o tabu e incentivando o diagnóstico precoce, principal fator para aumentar as chances de cura da doença.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error

Enjoy this blog? Please spread the word :)