Redação Plenax – Flavia Andrade
Instituição será organizada no modelo multicampi para ampliar o acesso dos povos indígenas ao ensino superior; ministro da Educação também destacou que 91% dos municípios brasileiros já têm políticas de educação em tempo integral
A implantação da Universidade Federal Indígena, com sede em Brasília (DF) e previsão de expansão para 20 localidades em diferentes regiões do país, foi um dos destaques da entrevista do ministro da Educação, Leonardo Barchini, ao programa “Bom Dia, Ministro”, nesta quarta-feira (4).
A instituição é uma iniciativa do Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e será organizada no modelo multicampi, com o objetivo de ampliar o acesso dos povos indígenas ao ensino superior.
Segundo Barchini, o projeto de lei que prevê a criação da universidade já foi aprovado, e o MEC adquiriu o imóvel que abrigará a sede da instituição em Brasília. A proposta é realizar os primeiros processos seletivos na capital federal, com acesso também por meio do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), e posteriormente ampliar a presença da universidade em outras regiões do país.
“A criação da Universidade Federal Indígena é um marco histórico. A nossa ideia é fazer os primeiros vestibulares, os primeiros acessos via Enem, em Brasília, depois expandir por todo o Brasil. Todos os estudantes de comunidades indígenas serão atendidos por bolsas de permanência”, afirmou o ministro.
Barchini também informou que, nos últimos quatro anos, o número de bolsas de permanência destinadas a estudantes indígenas nas universidades federais dobrou. A meta do Governo Federal é atender a população indígena interessada em ingressar no ensino superior e dar continuidade aos estudos.
Educação em tempo integral já alcança 91% dos municípios
Outro tema abordado na entrevista foi a expansão das políticas de educação em tempo integral. De acordo com o ministro, o percentual de municípios brasileiros com iniciativas voltadas à ampliação dessa modalidade passou de 17%, em 2023, para 91% atualmente. A meta do MEC é alcançar 100%.
O ministério oferece assistência técnica às redes de ensino e apoio para que os municípios utilizem recursos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) na ampliação das matrículas em tempo integral. Cada município tem autonomia para definir o modelo de escola de acordo com sua realidade.
Barchini defendeu que a ampliação da jornada escolar seja acompanhada de uma proposta pedagógica que combine formação acadêmica com atividades culturais, esportivas e de preparação para o mundo do trabalho.
“A gente precisa desenhar essa escola, uma nova escola brasileira. Pela manhã, são as atividades de matemática, história, química e física. À tarde, ensino técnico integrado, no caso do ensino médio, e cultura, esporte, cidadania, direitos humanos e meio ambiente”, pontuou.
O Programa Escola em Tempo Integral fomenta a criação de matrículas nessa modalidade, definida como jornada igual ou superior a sete horas diárias ou 35 horas semanais. A iniciativa prioriza escolas que atendem estudantes em situação de vulnerabilidade socioeconômica.
Quem participou
O “Bom Dia, Ministro” é uma coprodução da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom/PR) e da Empresa Brasil de Comunicação (EBC).
Participaram da edição desta quarta-feira representantes da Rádio BandNews FM (BA), Portal ND+ (SC), Rádio Módulo FM (MG), Rádio Bandeirantes (SP), Portal Click 24h (PI), Grupo IG (RJ), Rádio Gaúcha (RS) e Rádio Aldeia FM (AC).

