Redação Plenax – Flavia Andrade
Celebrado em 10 de novembro, data destaca a importância da escolha e da regulagem de máquinas para adequar as operações às condições da lavoura
Do preparo do solo à colheita, o cultivo do trigo exige planejamento e equipamentos adequados a cada etapa da produção. A escolha e a regulagem de tratores, plantadeiras, pulverizadores e colheitadeiras influenciam a execução das operações, considerando características como relevo, condições do solo, volume de palhada e clima.
No Dia Nacional do Trigo, celebrado em 10 de novembro, a mecanização ganha destaque como uma das ferramentas para organizar o trabalho no campo. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção brasileira do cereal está estimada em 5,7 milhões de toneladas em 2026.
Para conduzir a cultura, o produtor precisa dimensionar as operações de acordo com as características da área, as condições do solo e a capacidade de trabalho disponível na propriedade. A Massey Ferguson destaca que a compatibilidade entre máquinas e implementos é fundamental nesse planejamento.
Tratores e plantadeiras: da preparação à semeadura
A escolha dos tratores deve considerar a potência necessária, a demanda dos implementos e as exigências de cada atividade. Os modelos MF 5M, com potências de 105 cv a 145 cv, e a série MF 6M, nas versões de 170 cv e 190 cv, podem atender a diferentes operações, conforme a configuração e as necessidades da propriedade.
A série MF 5M oferece transmissão 12×12, com opções de reversor mecânico ou Power Shuttle, que facilita as mudanças de sentido durante as manobras. Já os tratores MF 6M contam com transmissão Dyna-3 sincronizada e sistema hidráulico com opções de vazão de 150 ou 205 litros por minuto.
As duas séries também dispõem de piloto automático e soluções de telemetria para monitoramento remoto das máquinas.
“O planejamento das operações começa pela escolha de um conjunto de máquinas compatível com as necessidades da propriedade. Potência do trator, demanda dos implementos e condições do terreno precisam ser avaliadas em conjunto para que o trabalho seja realizado de acordo com as características de cada área”, explica Lucas Zanetti, gerente de Marketing de Produtos da Massey Ferguson.
Na semeadura, a plantadeira MF 600 foi desenvolvida para trabalhar com grãos finos, como o trigo. Suas linhas articuladas acompanham as variações do terreno, contribuindo para manter a profundidade de deposição das sementes em áreas irregulares ou com presença de palhada.
O equipamento também conta com dosadores de sementes e fertilizantes que permitem ajustar a distribuição dos insumos. Os reservatórios de maior capacidade ajudam a reduzir a frequência das paradas para abastecimento.
“Na semeadura, a regulagem da plantadeira é fundamental para manter a profundidade de deposição das sementes e favorecer a uniformidade de emergência. Como as condições do terreno e a quantidade de palha variam entre as áreas, é importante ajustar o equipamento de acordo com as características de cada operação”, afirma Zanetti.
Pulverização exige precisão nas aplicações
Durante o desenvolvimento da cultura, os pulverizadores MF 8225 HD e MF 500R podem ser utilizados na aplicação de defensivos agrícolas, conforme as necessidades da lavoura e as recomendações agronômicas.
O MF 8225 HD conta com motor AGCO Power de 174 cv, tração hidrostática 4×4 e capacidade de rampa de até 34%. As barras de pulverização têm opções de até 30 metros. O equipamento também dispõe de piloto automático e controle automático de seções, recursos que auxiliam no gerenciamento da aplicação e na redução de sobreposições.
Já a série MF 500R possui motor AGCO Power de seis cilindros e tanques de calda com capacidade de até 3 mil litros no modelo MF 530R e 3,5 mil litros no MF 535R. As barras podem chegar a 42 metros, ampliando a faixa de trabalho.
Outro recurso é o sistema LiquidLogic, que mantém a recirculação contínua do produto nas barras, ajudando a evitar o acúmulo de resíduos e a manter a uniformidade da aplicação.
Segundo a fabricante, os modelos foram desenvolvidos para contribuir com a eficiência operacional e a qualidade da aplicação, permitindo distribuir o produto no momento e no local adequados, com foco na proteção da cultura, no potencial produtivo e na redução de custos.
Colheita e distribuição da palha
Na etapa final do ciclo, a série de colheitadeiras axiais MF 9005S reúne modelos das classes 5 a 8. Entre os destaques está o espalhador hidráulico de velocidade variável, cujo ajuste pode ser realizado diretamente da cabine.
O operador pode adaptar a distribuição da palha às condições da colheita e ao volume de material processado, inclusive em operações com plataformas de até 45 pés.
A série também conta com picador com acelerador e transmissão hidráulica de velocidade variável. O sistema contribui para fragmentar a palha e distribuí-la ao longo da faixa de trabalho, reduzindo falhas na cobertura e o risco de concentração de resíduos em determinadas partes da área.
“A distribuição uniforme da palha ajuda a proteger a superfície do solo contra a incidência direta do sol e a conservar a umidade, além de favorecer as operações posteriores, especialmente em áreas conduzidas sob plantio direto. Para obter esse resultado, a regulagem da colheitadeira deve considerar o volume de resíduos, a largura da plataforma e as condições da lavoura”, explica Zanetti.
O planejamento e a regulagem dos equipamentos devem acompanhar as necessidades de cada fase do cultivo, desde a semeadura até o manejo dos resíduos após a colheita. A adequação das máquinas às condições da área contribui para a execução das operações e para a preparação do solo para o próximo ciclo produtivo.

