Redação Plenax – Flavia Andrade
Concessionária acompanha mais de 370 unidades operacionais e intensifica manutenções preventivas para reduzir riscos de sobrecarga e impactos de eventos climáticos extremos em Mato Grosso do Sul.
A Ambiental MS Pantanal intensificou o monitoramento dos sistemas de esgotamento sanitário nos 68 municípios do interior de Mato Grosso do Sul onde atua. A medida busca preparar a operação para possíveis impactos associados ao fortalecimento do El Niño, fenômeno climático que pode influenciar as condições de chuva e temperatura nos próximos meses.
Segundo atualização da Organização Meteorológica Mundial (OMM), publicada em setembro, o El Niño está estabelecido no Pacífico tropical e deve continuar se fortalecendo até o fim de 2026, com possibilidade de persistir no início de 2027.
Diante desse cenário, a concessionária reforça o acompanhamento das redes coletoras, estações elevatórias e unidades de tratamento, além de realizar manutenções preventivas para reduzir riscos operacionais relacionados a chuvas intensas, altas temperaturas, estiagens e eventuais alagamentos.
Mais de 370 unidades são monitoradas
O acompanhamento é realizado pelo Centro de Operações Integradas (COI), que monitora mais de 370 unidades operacionais. Entre os indicadores observados estão níveis, vazões, funcionamento de equipamentos e alarmes operacionais.
A estrutura reúne informações de sistemas distribuídos em mais de 65 municípios e auxilia na identificação de situações fora dos padrões esperados, na tomada de decisões e no direcionamento das equipes de campo.
Em média, cerca de 510 eventos operacionais são identificados mensalmente. Após análise, as ocorrências podem gerar ordens de serviço para que as equipes responsáveis realizem as intervenções necessárias.
A concessionária também executa, em média, 1.461 manutenções preventivas por mês e mantém acompanhamento prioritário de 78 ativos considerados críticos para a operação.
“Eventos climáticos extremos exigem uma operação preparada para diferentes cenários. Nosso trabalho começa antes da ocorrência, com monitoramento, manutenção preventiva e acompanhamento das condições operacionais. Quando identificamos uma alteração, a informação precisa chegar rapidamente às equipes para que possamos agir”, explica Pedro Ivo, gerente de Operações da Ambiental MS Pantanal.
Ligações irregulares podem sobrecarregar a rede
Durante períodos de chuva intensa, um dos principais riscos para os sistemas de esgotamento sanitário é a entrada indevida de água pluvial na rede coletora.
Ligações irregulares de calhas, ralos externos e sistemas de drenagem podem aumentar rapidamente o volume de água nas tubulações, sobrecarregando estações elevatórias e unidades de tratamento.
Para identificar possíveis irregularidades, a concessionária utiliza o teste de fumaça, conhecido como fumacê. A técnica ajuda a localizar conexões inadequadas entre sistemas de drenagem pluvial e a rede de esgoto, permitindo orientar ações corretivas.
Em Caarapó, uma operação recente utilizou o procedimento para verificar possíveis irregularidades em 185 imóveis e reduzir os riscos de sobrecarga no sistema.
A empresa também orienta os moradores a não direcionar água da chuva para a rede coletora de esgoto e a evitar o descarte de óleo, lixo, tecidos, plásticos e outros resíduos em vasos sanitários e ralos.
Tratamento do esgoto também é importante durante a estiagem
Além das chuvas intensas, os períodos de estiagem exigem atenção das equipes de operação e meio ambiente. Com menor disponibilidade de água, o tratamento adequado do esgoto ganha importância para reduzir a carga de matéria orgânica e outros poluentes que poderiam alcançar rios e córregos.
Atualmente, a Ambiental MS Pantanal trata cerca de 104 milhões de litros de esgoto por dia nos municípios atendidos.
“O tratamento adequado do esgoto contribui para reduzir a carga de poluentes lançada nos corpos hídricos e para proteger sistemas ambientais que estão conectados entre si. Em períodos de maior estresse climático, esse cuidado ganha ainda mais importância”, afirma Fernando Garayo, gerente de Meio Ambiente e Qualidade da concessionária.
Com o monitoramento das condições climáticas, o acompanhamento das unidades operacionais e a manutenção preventiva, a empresa busca antecipar riscos, direcionar as equipes para ocorrências prioritárias e reduzir possíveis impactos sobre a continuidade dos serviços de esgotamento sanitário.

