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Exposição sobre infância e memória segue aberta ao público até 30 de outubro em Campo Grande

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Mostra do artista Wendel Fontes reúne 21 pinturas e uma instalação sonora na Galeria Wega Nery; visitas guiadas continuam disponíveis, enquanto oficinas já estão com vagas esgotadas

A exposição “O que permanece em nós?”, do artista visual Wendel Fontes, segue aberta à visitação até 30 de outubro, na Galeria Wega Nery, no Centro Cultural José Octávio Guizzo, em Campo Grande. Com entrada gratuita, a mostra reúne 21 pinturas e uma instalação sonora que convidam o público a refletir sobre infância, memória, imaginação e as marcas que as experiências vividas deixam na vida adulta.

Produzidas entre 2023 e meados de 2026, as pinturas partem de situações do cotidiano para construir narrativas que transitam entre lembranças e ficção. Crianças em momentos de brincadeira e introspecção, cores intensas, perspectivas distorcidas e objetos retirados de seus contextos habituais compõem o conjunto de obras.

O processo criativo também está relacionado à proposta da exposição. Wendel Fontes destaca a importância de respeitar o tempo de produção e permitir que as obras se transformem ao longo da criação.

“Eu costumo dizer que trabalho com a lentidão. Eu venho aprendendo cada vez mais a respeitar o tempo de cada trabalho”, afirma o artista.

A pergunta que dá nome à mostra conduz a experiência do visitante: o que permanece em nós depois da infância? Nas obras, esse período não é apresentado apenas como uma lembrança nostálgica, mas como uma fase que continua influenciando desejos, angústias e maneiras de compreender o mundo. “No fundo, todos nós temos essa criança tentando resolver seus desejos e angústias”, observa Wendel.

Instalação sonora conecta memórias de diferentes gerações

Um dos destaques da exposição é uma instalação sonora construída a partir de uma árvore seca de aproximadamente 2,5 metros, equipada com latinhas de alumínio inspiradas na brincadeira do telefone sem fio.

Por meio da estrutura, os visitantes podem ouvir relatos de pessoas idosas sobre suas memórias de infância, estabelecendo uma conexão entre diferentes gerações e suas experiências ao longo do tempo.

A árvore foi encontrada pelo artista após ser derrubada pelo vento durante uma tempestade em Campo Grande. Incorporada à instalação, a estrutura ganhou um novo significado e passou a representar também a transformação das memórias e dos elementos que fazem parte da trajetória humana.

“É uma árvore que guarda uma memória, mas que ganhou um novo significado ao ser transformada numa obra”, explica Wendel.

Visitas guiadas continuam até o fim da exposição

A programação educativa também segue com visitas guiadas nos sábados, dias 17 e 24 de outubro, das 14h às 17h. Os encontros terão mediação educativa e participação do artista, proporcionando ao público contato mais próximo com as obras e os processos de criação.

Já as oficinas de construção de imagem poética, que propõem experiências com colagem manual, pintura e escrita a partir de memórias e referências pessoais, estão com todas as vagas preenchidas.

A exposição também conta com recursos de acessibilidade, incluindo intérprete de Libras nas atividades presenciais e audiodescrição das obras, disponível por meio de QR Codes.

A iniciativa é realizada com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, com execução do Governo de Mato Grosso do Sul, através da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS).

Serviço

Exposição: O que permanece em nós? – Wendel Fontes

Período: até 30 de outubro de 2026.

Local: Galeria Wega Nery – Centro Cultural José Octávio Guizzo.

Endereço: Rua 26 de Agosto, 453, Centro, Campo Grande (MS).

Entrada: gratuita.

Horários de visitação:

Terça a sexta-feira: das 8h às 11h30 e das 13h30 às 20h.

Sábado: das 8h às 11h30 e das 14h às 22h.

Domingo: conforme o funcionamento do Teatro Aracy Balabanian.

Visitas guiadas: 17 e 24 de outubro, das 14h às 17h.

Oficinas de construção de imagem poética: vagas esgotadas.

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