Redação Plenax – Flavia Andrade
Presidente Sérgio Longen aponta riscos de aumento dos custos de produção e pressão sobre os preços e afirma que entidade orientará empresas diante das mudanças na jornada de trabalho
A Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems) manifestou preocupação com os possíveis impactos econômicos do fim da escala de trabalho 6×1. O presidente da entidade, Sérgio Longen, avalia que as mudanças na jornada podem afetar os custos de produção, a competitividade da indústria e o custo de vida da população.
Apesar das preocupações, Longen afirmou que a instituição respeitará a legislação aprovada pelo Congresso Nacional e oferecerá suporte aos empresários para que as empresas se adequem às novas regras.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/2019, aprovada pelo Senado Federal na quarta-feira (14), prevê dois dias de descanso remunerado por semana, jornada máxima de 40 horas semanais e manutenção dos salários. O texto também estabelece uma transição de 14 meses para a implementação das mudanças, conforme as informações divulgadas pela entidade.
Segundo Longen, a alteração na jornada precisa considerar os efeitos sobre a produtividade, as despesas operacionais e a capacidade de competição das empresas brasileiras. Na avaliação do dirigente, o aumento dos custos pode ser repassado aos preços de produtos e serviços, reduzindo o poder de compra das famílias.
“Precisamos discutir abertamente os impactos dessa lei. Vamos cumprir o que foi aprovado pelo Congresso Nacional, mas nossa preocupação é com o aumento do Custo Brasil, que prejudica a competitividade das empresas e acaba chegando ao consumidor”, afirmou.
O presidente também destacou que a população já enfrenta dificuldades para manter o poder de compra diante da elevação dos preços. Para ele, esse cenário precisa ser considerado na avaliação dos efeitos econômicos das mudanças trabalhistas.
Fiems oferecerá suporte às empresas
A entidade pretende orientar o setor industrial durante o processo de adaptação, auxiliando os empresários na compreensão das exigências legais e no planejamento das mudanças necessárias. A atuação deverá considerar as particularidades de cada atividade econômica.
Longen reforçou que o objetivo é apoiar as empresas na implementação das novas regras, sem perder de vista a competitividade do setor, a manutenção dos empregos e os reflexos sobre o custo de vida.
“Como entidade representativa da indústria, nosso papel é estar ao lado dos empresários e oferecer o suporte necessário para que se adequem à legislação”, concluiu.
A Fiems afirma que acompanhará o processo de implementação das mudanças e atuará junto ao setor produtivo para contribuir com a adaptação às novas exigências.

