Redação Plenax – Flavia Andrade
Monitoramento da lavoura, controle de plantas daninhas, manejo de pragas e doenças e atenção à disponibilidade de água são fundamentais para o desenvolvimento da cultura
A produção brasileira de soja alcançou 180,4 milhões de toneladas na safra 2025/2026, segundo o levantamento mais recente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), um crescimento de 5,2% em relação ao ciclo anterior. Com o início de um novo período de plantio em algumas regiões do país, o acompanhamento das lavouras desde as primeiras semanas é essencial para preservar o potencial produtivo. De acordo com Rafael Toscano, gerente comercial de sementes da ORÍGEO, joint venture entre Bunge e UPL, o monitoramento contínuo permite identificar problemas fitossanitários e tomar decisões antes que eles comprometam o estabelecimento das plantas e o rendimento da cultura.
Um dos primeiros cuidados é verificar a formação do estande, observando a emergência, a uniformidade e o desenvolvimento das plantas. Falhas localizadas podem indicar compactação do solo, deficiência hídrica ou ataques de pragas, entre outros fatores. Também é necessário controlar as plantas daninhas, que competem com a soja por água, luz e nutrientes. Segundo a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), essa competição merece atenção especial entre 10 e 50 dias após a emergência. Outro ponto importante é o monitoramento de insetos por meio do Manejo Integrado de Pragas (MIP), que considera a espécie identificada, a população de insetos, o estágio de desenvolvimento da cultura e a presença de inimigos naturais para orientar as medidas de controle.
A disponibilidade de água e a sanidade das plantas completam os cuidados essenciais. Acompanhar a umidade do solo, o desenvolvimento da lavoura e as previsões meteorológicas ajuda a identificar possíveis situações de déficit hídrico e a planejar as operações no campo. Da mesma forma, a inspeção frequente permite reconhecer os primeiros sintomas de doenças e avaliar a necessidade de intervenção. A ferrugem-asiática, por exemplo, exige monitoramento para orientar as estratégias de manejo e evitar o avanço da doença. A combinação desses cinco cuidados — avaliação do estande, controle de plantas daninhas, monitoramento de pragas, acompanhamento da disponibilidade de água e manejo fitossanitário — contribui para reduzir riscos e preservar o potencial produtivo da soja ao longo do ciclo.

