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Brasil cria 165,8 mil empregos formais em agosto e supera 1,1 milhão de vagas no ano

Foto: Agência Brasília

Redação Plenax – Flavia Andrade

Saldo positivo foi registrado nos cinco grandes setores da economia e em 24 estados; Serviços liderou a geração de vagas no mês

O mercado de trabalho formal brasileiro abriu 165.827 novos postos de trabalho em agosto de 2026, resultado de 2.294.563 admissões e 2.128.736 desligamentos. Com o resultado, o país chegou a 48.244.696 vínculos formais ativos e acumulou, entre janeiro e agosto, saldo positivo de 1.134.033 empregos, uma alta de 2,41%.

Os números fazem parte do Novo Caged, divulgado nesta terça-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Em agosto, 73,5% das vagas criadas correspondiam a vínculos considerados típicos, enquanto 26,5% eram vínculos não típicos. Entre estes, destacaram-se os trabalhadores com jornada de até 30 horas semanais e os aprendizes.

Serviços lideram geração de empregos

Os cinco grandes setores econômicos registraram saldo positivo em agosto. Serviços ficaram na liderança, com a criação de 110.346 vagas.

Na sequência aparecem Construção, com 20.848 novos postos; Indústria, com 16.613; Comércio, com 16.565; e Agropecuária, com 1.452 empregos formais.

No acumulado de 2026, Serviços também apresentam o maior saldo, com 697.859 novos postos e crescimento de 3,05%. A Construção abriu 200.431 vagas, alta de 6,79%, enquanto a Indústria acumulou 170.442 postos, crescimento de 1,90%.

A Agropecuária registrou saldo de 56.024 empregos no ano, com avanço de 3,09%. Já o Comércio acumulou 9.300 novos postos, crescimento de 0,09%.

24 estados tiveram saldo positivo

A geração de empregos formais alcançou 24 das 27 unidades da Federação em agosto.

Em números absolutos, São Paulo liderou o saldo mensal, com 42.533 novos postos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 20.886, e Pernambuco, com 13.428.

Quando considerado o crescimento proporcional, os maiores resultados foram registrados na Paraíba, com alta de 1,59%, no Amapá, com 1,38%, e no Rio Grande do Norte, com 0,92%.

No acumulado de janeiro a agosto, São Paulo também aparece na primeira posição em números absolutos, com 306.883 empregos criados, seguido por Minas Gerais, com 123.176, e Rio de Janeiro, com 77.670.

Em termos proporcionais, os maiores crescimentos no ano foram registrados no Amapá (6,30%), Piauí (4,27%) e Acre (4,09%).

Jovens concentram maior saldo

O levantamento mostra ainda que o mercado formal registrou saldo positivo tanto entre homens quanto entre mulheres. Foram 81.838 novas vagas para homens e 83.989 para mulheres em agosto.

Entre os trabalhadores de até 24 anos, o saldo chegou a 128.997 postos.

Por nível de escolaridade, pessoas com ensino médio completo tiveram o maior saldo, com 100.939 vagas, seguidas pelos trabalhadores com ensino médio incompleto, que registraram 23.651 novos postos.

Entre os grupos raciais informados no levantamento, os maiores saldos foram registrados entre trabalhadores pardos, com 117.830 vagas, seguidos por brancos, com 38.401, pretos, com 19.062, e indígenas, com 242.

Salário de admissão fica praticamente estável

O salário médio real de admissão chegou a R$ 2.410,74 em agosto de 2026. O valor ficou praticamente estável em relação a julho, quando a média havia sido de R$ 2.411,48.

Na comparação com agosto de 2025, quando o salário médio real de admissão era de R$ 2.386,43, houve aumento de R$ 24,31, equivalente a 1,02%.

Com o resultado de agosto, o mercado formal brasileiro mantém trajetória de expansão no acumulado do ano, com crescimento registrado em todos os grandes setores econômicos e mais de 1,13 milhão de novos postos de trabalho criados nos oito primeiros meses de 2026.

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