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Farinha de trigo sobe 9,8% no Centro-Oeste, enquanto carne suína recua 22,5%

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Levantamento da Neogrid mostra variações distintas nos preços dos alimentos; no acumulado do ano, feijão e leite UHT estão entre os itens que mais subiram

Os preços dos alimentos tiveram movimentos diferentes em agosto de 2026. Enquanto algumas categorias registraram redução, outras ficaram mais caras, mostrando que o comportamento dos preços varia de acordo com o produto e a região do país.

No Centro-Oeste, a farinha de trigo teve alta de 9,8%, uma das maiores variações positivas registradas na região. O arroz também ficou mais caro, com aumento de 5,1%, seguido pelo leite UHT, que subiu 3,1%, e pelo sabão para roupa, com alta de 2,8%.

Na outra ponta, a carne suína apresentou queda de 22,5% no Centro-Oeste. Também tiveram redução de preços os legumes (-13,8%), o açúcar (-7,8%), o detergente líquido (-7,4%) e os ovos (-7,1%).

Os dados fazem parte do estudo “Variações de Preços: Brasil & Regiões”, realizado pela Neogrid, empresa de tecnologia e inteligência de dados voltada à cadeia de consumo.

Preços caem em algumas categorias no país

No cenário nacional, o preço médio dos legumes caiu 16,9% em agosto na comparação com julho. A carne suína também apresentou redução, passando de R$ 17,11 para R$ 16,05 por quilo, uma queda de 6,2%.

Os ovos recuaram 3,3%, enquanto o feijão teve redução de 3% e o café em pó e em grãos caiu 1,2%.

O movimento ocorreu em um cenário de queda do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que registrou deflação de 0,32% em agosto.

Apesar das reduções, alguns produtos ficaram mais caros. A farinha de mandioca passou de R$ 6,67 para R$ 7,05 por quilo, alta de 5,7%. A carne de frango subiu 2,9%, enquanto o arroz aumentou 2,5%. O molho de tomate e o pão tiveram altas de 2% e 1,8%, respectivamente.

Para Marcelo Alves, gerente executivo de Dados da Neogrid, a diferença entre altas e quedas dentro da mesma cesta mostra a necessidade de observar o comportamento dos preços por categoria e região.

“A combinação entre quedas e altas dentro da mesma cesta reforça que a inflação dos alimentos precisa ser analisada em um nível mais granular.”

Segundo o executivo, acompanhar apenas a inflação média não é suficiente para empresas do setor, que precisam considerar as variações específicas de cada categoria e região para planejamento de estoque, reposição e estratégias comerciais.

Feijão e leite acumulam maiores altas

Entre dezembro de 2025 e agosto de 2026, o feijão apresentou a maior alta acumulada entre os produtos analisados pela Neogrid. O preço médio passou de R$ 6,36 para R$ 8,33 por quilo, uma valorização de 30,9%.

O leite UHT aparece na sequência, com alta acumulada de 29,9%.

Também registraram aumentos no período os legumes, com 12,6%; a farinha de mandioca, com 11,2%; e o pão, com 7,3%.

Os números mostram que, mesmo com a redução de preços observada em determinadas categorias durante agosto, parte dos alimentos ainda acumula aumentos expressivos ao longo de 2026.

Variações no Centro-Oeste

Entre os produtos analisados no Centro-Oeste, as principais altas em agosto foram:

Farinha de trigo: +9,8%
Sal: +7%
Arroz: +5,1%
Leite UHT: +3,1%
Sabão para roupa: +2,8%

Já as maiores quedas foram:

Carne suína: -22,5%
Legumes: -13,8%
Açúcar: -7,8%
Detergente líquido: -7,4%
Ovos: -7,1%

O levantamento reforça que a variação dos preços dos alimentos ocorre de forma desigual entre produtos e regiões, influenciando de maneira diferente o custo da alimentação das famílias.

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