Redação Plenax – Flavia Andrade
Encontro reuniu cerca de 1,4 mil católicos e evangélicos; programas sociais foram citados entre as razões para o apoio ao governador
Cerca de 1,4 mil católicos e evangélicos participaram, em Campo Grande, do “Encontro Cristão pela Vida e por MS”, que marcou a manifestação conjunta de lideranças religiosas em apoio à reeleição do governador Eduardo Riedel (Progressistas).
Durante o evento, representantes de diferentes denominações destacaram programas sociais da atual gestão como parte dos motivos para o posicionamento político. Entre as iniciativas citadas esteve o Mais Social e ações de busca ativa de famílias em situação de vulnerabilidade que não estavam inseridas nos programas de assistência.
O padre Luiz Gustavo Winkler afirmou que o desenvolvimento econômico de Mato Grosso do Sul precisa, na avaliação dele, estar acompanhado de políticas destinadas à população de baixa renda.
“O governador se comprometeu em fazer um Estado cada vez mais pujante, desenvolvido, mas nunca se esqueceu dos menos favorecidos. Fez a promessa que o Mais Social sairia de R$ 300 para R$ 450 e cumpriu. Também ganhou prêmio nacional com programa que foi atrás de famílias vulneráveis, que não estavam nos programas sociais, retirando elas da extrema pobreza”, afirmou.
Apoio acompanhado de reivindicações
Apesar do anúncio de apoio, as lideranças religiosas também apresentaram uma lista de reivindicações ao governador.
O presidente do Conselho de Pastores de Campo Grande, Gladstone Amorim, conhecido como Apóstolo Dinho, afirmou que representantes das comunidades cristãs elaboraram uma carta com 22 compromissos considerados prioritários pelas igrejas participantes.
Entre os temas citados estão defesa da família, propriedade, liberdade de expressão e liberdade religiosa, além da continuidade de ações sociais.
“Eles devem assumir o compromisso dentro da pauta que acreditamos e defendemos. A sociedade sul-mato-grossense tem valores, um povo de fé e de princípios. Nosso desejo é que representem nossos pensamentos expostos nesta carta, que consideramos valiosos, como por exemplo ser a favor da família, defesa da propriedade e liberdade de expressão e religiosa. A prática cristã com trabalhos sociais, estender a mão a quem precisa”, afirmou.
Ao final do encontro, Riedel assinou o documento apresentado pelas lideranças.
Programas sociais entram no discurso
As políticas de assistência social estiveram entre os principais pontos mencionados durante o evento.
Além do Mais Social, os participantes destacaram iniciativas voltadas à identificação e inclusão de famílias em situação de extrema pobreza que não estavam cadastradas ou não acessavam os programas tradicionais de assistência.
Ao falar aos participantes, Riedel relacionou o desempenho econômico do Estado à necessidade de ampliar o acesso da população às oportunidades geradas pelo crescimento.
“Este cenário positivo vem acompanhado por políticas públicas fundamentais, para que esta oportunidade possa ser alcançada. Com educação, qualificação, solidariedade e assistência social”, disse.
O governador também agradeceu o apoio declarado pelas lideranças religiosas.
“Reunião muito bonita com tanta gente do bem. Uma noite histórica e meu sentimento é de gratidão a todas as lideranças evangélicas e católicas, que se uniram e se posicionaram. Convergência de propósito”, declarou.
Serviços públicos também são citados
O bispo Aguinaldo Silva, da Igreja Universal do Reino de Deus, afirmou que a avaliação sobre serviços públicos também esteve entre os fatores considerados para o apoio.
“Todos precisam de hospitais, polícia para dar segurança e de homens que se importam com a qualidade de vida da população e abraçam a missão de fazer o melhor que puderem pela nossa sociedade. Acreditando no nosso governador e na sua boa vontade de fazer o melhor por Mato Grosso do Sul, nós o apoiamos por convicção”, declarou.
Realizado na Associação Nipo-Brasileira, em Campo Grande, o encontro reuniu representantes de diferentes denominações cristãs.
Com a assinatura da carta de 22 compromissos, o ato estabeleceu, além do apoio anunciado à candidatura de Riedel, uma pauta de reivindicações que as lideranças religiosas pretendem apresentar como referência para um eventual segundo mandato.

