Redação Plenax – Flavia Andrade
Estoque de empregos com carteira assinada alcançou 48,08 milhões no país, segundo dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego
O mercado formal de trabalho brasileiro registrou a abertura de 58.568 vagas em julho de 2026, segundo dados do Novo Caged divulgados nesta sexta-feira (28) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). No mês, foram contabilizadas 2.262.888 admissões e 2.204.320 desligamentos.
Com o resultado, o país encerrou julho com 48.082.866 vínculos formais de trabalho. No acumulado de janeiro a julho, o saldo chega a 972.203 novos empregos, crescimento de 2,06%. Já nos 12 meses encerrados em julho, foram criados 880.717 postos, alta de 1,87%.
Serviços lideram geração de vagas
Entre os cinco grandes grupamentos de atividade econômica, quatro apresentaram saldo positivo em julho. Serviços liderou a geração de empregos, com 24.098 novos postos, impulsionado principalmente pelas atividades de Transporte, Armazenagem e Correio, responsáveis por 15.222 vagas.
Na sequência aparecem Construção, com 12.691 novos empregos; Agropecuária, com 12.523; e Indústria, com 11.315. O único resultado negativo foi registrado pelo Comércio, que encerrou o mês com saldo de -2.056 postos.
São Paulo lidera entre os estados
Em julho, 22 das 27 unidades da Federação apresentaram saldo positivo na geração de empregos formais.
São Paulo registrou o maior número de novas vagas, com 17.814 postos, seguido por Mato Grosso, com 5.766, e Minas Gerais, com 5.199.
Considerando o crescimento proporcional ao estoque de empregos, os maiores resultados foram registrados no Amazonas (0,63%), em Mato Grosso (0,59%) e no Piauí (0,52%).
Do total de postos criados no mês, 95,1% foram classificados como típicos e 4,9% como não típicos, principalmente trabalhadores intermitentes e pessoas físicas do Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física (CAEPF).
Jovens concentram maior saldo de contratações
O recorte populacional mostra que os homens responderam por 38.085 novas vagas, enquanto as mulheres tiveram saldo positivo de 20.483 postos.
Entre as faixas etárias, os trabalhadores de até 24 anos apresentaram o maior saldo, com 89.425 vagas. Já entre as pessoas com mais de 25 anos, o saldo foi negativo em 30.857 postos.
Por escolaridade, o maior resultado foi registrado entre trabalhadores com ensino médio completo, com saldo de 50.675 vagas. Pessoas com ensino médio incompleto aparecem em seguida, com 12.027 postos.
No recorte por raça, o saldo foi positivo para pardos (64.881), pretos (10.694), amarelos (481) e indígenas (63). Entre trabalhadores brancos, houve saldo negativo de 7.216 postos.
Salário médio de admissão sobe
O salário médio real de admissão chegou a R$ 2.419,23 em julho, alta de 0,6% em relação a junho, quando o valor era de R$ 2.404,10. O aumento foi de R$ 15,13 no período.
Na comparação com julho de 2025, o salário médio de admissão cresceu R$ 48,38, avanço de 2,04%.
Entre os trabalhadores classificados como típicos, o salário médio real de admissão foi de R$ 2.456,27, enquanto entre os não típicos ficou em R$ 2.142,12.
Serviços também lideram no acumulado do ano
De janeiro a julho de 2026, quatro dos cinco grandes setores econômicos apresentaram saldo positivo.
Serviços liderou novamente, com 591.519 novos postos, crescimento de 2,58%. Dentro do setor, as atividades de informação, comunicação e os segmentos financeiro, imobiliário, profissional e administrativo foram responsáveis por 211.823 empregos.
A Construção gerou 180.449 vagas no período, alta de 6,12%, com destaque para as obras de infraestrutura, que responderam por 71.711 postos.
A Indústria registrou saldo de 154.052 empregos, crescimento de 1,7%, enquanto a Agropecuária criou 54.106 novas vagas.
O Comércio foi novamente o único grande grupamento com resultado negativo, acumulando redução de 7.896 postos entre janeiro e julho.
São Paulo também lidera no acumulado
No acumulado de 2026, os maiores saldos de empregos formais foram registrados em São Paulo (267.107), Minas Gerais (113.981) e Paraná (68.243).
Em termos proporcionais, os maiores crescimentos foram observados no Amapá (4,79%), Mato Grosso (3,96%) e Piauí (3,74%).

