Redação Plenax – Flavia Andrade
Projeto destaca a dimensão da cotonicultura brasileira, que conecta produção agrícola, indústria, tecnologia e produtos presentes na vida de milhões de pessoas
O algodão brasileiro já ultrapassou os limites da lavoura para se consolidar como uma das cadeias mais relevantes do agronegócio nacional. O país está entre os principais produtores mundiais, lidera as exportações globais e vem combinando ganhos de produtividade com investimentos em tecnologia e inovação.
É essa trajetória, que começa no campo e termina em produtos presentes no cotidiano, que a IHARA apresenta na campanha “IHARA e Algodão, de ponta a ponta”.
A iniciativa busca mostrar o que existe entre o plantio e aquilo que chega às mãos do consumidor. Depois da colheita, o algodão percorre uma extensa cadeia até se transformar em fibra, fio, tecido, roupas e uma série de outros produtos.
Ao longo desse percurso, estão produtores rurais, indústrias, profissionais, tecnologias e diferentes setores da economia. Segundo a empresa, a cadeia do algodão movimenta mais de R$ 31 bilhões por ano e representa uma conexão direta entre o agronegócio e o cotidiano de milhões de pessoas.
Para o engenheiro agrônomo Valdumiro Garcia, gerente de Marketing Regional da IHARA, a proposta é ampliar a percepção sobre a importância da cultura.
“Queremos mostrar que cultivar algodão vai muito além da produtividade. É participar de uma cadeia que movimenta a economia, impulsiona a indústria e está presente na vida das pessoas todos os dias. Esse resultado começa muito antes da colheita, nas decisões tomadas pelo produtor, no manejo e nas tecnologias utilizadas ao longo de toda a safra. Há 61 anos, a IHARA acompanha essa evolução, desenvolvendo soluções que contribuem para uma cotonicultura cada vez mais produtiva e sustentável”, afirma.
A campanha também procura destacar o papel da tecnologia no desenvolvimento da cotonicultura e a necessidade de soluções capazes de acompanhar a evolução dos desafios enfrentados pelos produtores.
Produtividade começa antes da colheita
As perspectivas para a safra brasileira de algodão 2025/26 reforçam a dimensão dessa cadeia. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a produção está estimada em 4,06 milhões de toneladas.
O desempenho das lavouras está relacionado a uma combinação de fatores, como escolha de cultivares adaptadas às diferentes regiões produtoras, manejo nutricional e estratégias de controle fitossanitário ao longo do ciclo.
Ao mesmo tempo, o produtor enfrenta desafios que podem comprometer o potencial produtivo da lavoura. A resistência de plantas daninhas, a pressão de pragas e a necessidade de tornar as operações mais eficientes aumentam a importância de estratégias integradas de manejo.
Nesse cenário, tecnologias voltadas ao controle de plantas daninhas e pragas passam a fazer parte da estratégia para preservar o desenvolvimento da cultura.
Tecnologia para enfrentar os desafios do campo
Entre as soluções apresentadas pela IHARA está o herbicida pré-emergente YAMATO SC, desenvolvido para auxiliar no controle de plantas daninhas de difícil manejo, como capim-pé-de-galinha e caruru.
De acordo com a empresa, o produto apresenta seletividade para a cultura do algodão e atua sobre outras espécies infestantes relevantes, contribuindo para reduzir a competição com a lavoura desde as fases iniciais de desenvolvimento.
Outra tecnologia destacada é o inseticida CHASER EW, que, segundo a IHARA, atua simultaneamente sobre diferentes alvos. Entre eles estão o bicudo-do-algodoeiro, o ácaro-rajado, o pulgão e a ramulária.
A proposta é concentrar diferentes frentes de controle em uma mesma aplicação, buscando simplificar o manejo e aumentar a eficiência operacional.
“Os desafios da cotonicultura evoluem a cada safra e exigem estratégias cada vez mais integradas. Com 61 anos de atuação no Brasil, a IHARA acompanha essa transformação da agricultura brasileira e investe continuamente em pesquisa e desenvolvimento para oferecer soluções que atendam às principais demandas do campo”, afirma Valdumiro.
Segundo o executivo, na cultura do algodão, esse trabalho está relacionado ao desenvolvimento de tecnologias voltadas à simplificação do manejo, à eficiência das operações e à preservação do potencial produtivo das lavouras e da qualidade da fibra.
Uma cadeia que começa no campo
A campanha “IHARA e Algodão, de ponta a ponta” parte justamente dessa conexão.
Antes de chegar às roupas e aos produtos que fazem parte do dia a dia, o algodão depende de uma série de decisões tomadas ainda no campo. Escolha de sementes, planejamento, manejo, controle de pragas e plantas daninhas, tecnologia e acompanhamento da lavoura fazem parte de uma cadeia que continua muito depois da colheita.
“A evolução da cotonicultura depende de inovação contínua e de tecnologias capazes de acompanhar os desafios da cultura. É esse compromisso que orienta a atuação da IHARA, desenvolvendo soluções que contribuam para uma produção mais eficiente, sustentável e competitiva, preservando o potencial produtivo das lavouras e a qualidade da fibra”, conclui Valdumiro.
Ao mostrar essa trajetória, a campanha procura deslocar o olhar do algodão como uma simples matéria-prima para apresentá-lo como uma cadeia que conecta agricultura, indústria, tecnologia e consumo — do primeiro passo no campo ao produto que chega ao cotidiano das pessoas.

