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Infecção urinária pode evoluir para quadros graves quando não tratada

Foto: Freepik

Redação Plenax – Flavia Andrade

Ardência ao urinar, aumento da frequência urinária, febre e dor abdominal estão entre os sinais; infecções que chegam aos rins podem evoluir para sepse

A infecção do trato urinário (ITU) está entre as infecções mais frequentes e pode atingir cerca de 50% das mulheres com vida sexual ativa entre 20 e 40 anos, segundo a Sociedade Brasileira de Urologia – Seccional São Paulo (SBU-SP). Apesar de comum, a condição exige atenção, principalmente quando o tratamento é retardado ou inadequado.

Nos casos mais graves, a infecção pode alcançar os rins e provocar pielonefrite. Em situações ainda mais severas, as bactérias podem chegar à corrente sanguínea e desencadear sepse, comprometendo outros órgãos e oferecendo risco à vida.

Bactéria é a principal causa

A maioria das infecções urinárias tem origem bacteriana. De acordo com a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), a Escherichia coli responde por cerca de 70% a 85% dos casos adquiridos na comunidade. Outros microrganismos também podem causar a infecção, como Staphylococcus saprophyticus, espécies de Proteus, Klebsiella e Enterococcus faecalis.

Em ambientes hospitalares, os agentes causadores são mais variados, embora a E. coli também esteja entre os microrganismos mais frequentes.

Sintomas variam conforme a região afetada

A apresentação da infecção depende do local atingido. Nas cistites, que afetam o trato urinário inferior, os sintomas mais comuns incluem:

ardência ou dor ao urinar;
aumento da frequência urinária;
dor na parte inferior do abdômen;
alterações na urina, como odor mais forte ou aspecto turvo;
presença de sangue em alguns casos.

Também podem ocorrer dor nas costas e febre baixa.

Quando a infecção chega aos rins e provoca pielonefrite aguda, os sintomas tendem a ser mais intensos, com febre alta, calafrios e dor lombar, além dos sinais característicos da cistite.

Nos homens, a infecção também pode se manifestar como prostatite, geralmente acompanhada de febre, calafrios e dificuldade para urinar.

Diagnóstico depende da avaliação clínica

O diagnóstico varia de acordo com o tipo e a gravidade da infecção. Nos casos de cistite, podem ser solicitados exames de urina, urocultura e antibiograma. A urocultura permite identificar a bactéria responsável pela infecção e, em conjunto com os demais dados clínicos, orientar a escolha do antibiótico.

Em casos de pielonefrite, podem ser necessários exames adicionais, como hemocultura e exames de imagem — entre eles ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética.

A avaliação médica é fundamental para determinar a origem e a gravidade do quadro e definir a conduta mais adequada.

Gestação exige atenção especial

A gravidez também aumenta a necessidade de acompanhamento. Segundo informações da Rede D’Or São Luiz citadas no texto, cerca de 15% das gestantes apresentam pelo menos um episódio de infecção urinária durante a gravidez.

Alterações hormonais, mudanças na imunidade e o crescimento do útero podem favorecer a proliferação e a ascensão das bactérias pelo trato urinário.

Durante o pré-natal, exames como a urocultura podem ajudar na identificação da infecção. Quando não tratada, a ITU durante a gestação pode evoluir para pielonefrite e infecção generalizada. Também está associada a riscos para o bebê, como parto prematuro e baixo peso ao nascer.

Tratamento deve ser orientado por profissional

Na maioria dos casos, o tratamento envolve antibióticos, escolhidos de acordo com o tipo de infecção, a bactéria identificada e a gravidade do quadro.

Em situações mais graves ou quando existem fatores agravantes, podem ser necessárias intervenções adicionais, como uso de sonda vesical, retirada de cálculos renais ou ureterais e drenagem de abscessos.

Quando tratado adequadamente, o quadro costuma evoluir bem. Já a demora no atendimento pode prolongar os sintomas e favorecer a progressão da infecção.

Em casos avançados, a infecção pode chegar à corrente sanguínea, causando bacteremia e aumentando o risco de sepse, além de provocar lesões permanentes nos rins.

Diante de sintomas compatíveis com infecção urinária, especialmente febre, calafrios, dor lombar ou piora do estado geral, a avaliação médica é importante para identificar a gravidade do quadro e orientar o tratamento adequado.

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