Redação Plenax – Flavia Andrade
Setor produziu 22,6 milhões de toneladas de rações entre janeiro e março e projeta superar 98 milhões de toneladas no ano
A indústria brasileira de alimentação animal produziu 22,6 milhões de toneladas de rações no primeiro trimestre de 2026, alta de 5,4% em relação ao mesmo período de 2025, segundo a primeira prévia divulgada pelo Sindirações. O desempenho foi impulsionado principalmente pelo crescimento das cadeias de aves e suínos.
Para 2026, a entidade projeta produção superior a 98 milhões de toneladas, avanço estimado de 4,5% sobre o volume registrado no ano passado.
Segundo Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, o resultado reflete ganhos de eficiência zootécnica, padronização nutricional e adoção de tecnologias de produção. A cadeia também enfrenta desafios relacionados a questões sanitárias, medidas tarifárias e barreiras comerciais.
Aves e suínos concentram demanda
A avicultura de corte liderou o consumo de rações no primeiro trimestre, com aproximadamente 10 milhões de toneladas. O abate de frangos cresceu 3,6% no período, enquanto o peso acumulado das carcaças aumentou mais de 7%. Para o ano, a previsão é de 39,8 milhões de toneladas de rações destinadas ao segmento.
Na suinocultura, a demanda chegou a 5,5 milhões de toneladas entre janeiro e março. No período, foram abatidos 15,3 milhões de suínos, alta de aproximadamente 5,5% na comparação anual. Para 2026, a estimativa é de 23,6 milhões de toneladas de rações.
A produção de ovos também avançou, chegando a 1,21 bilhão de dúzias, alta de 0,4%. O segmento consumiu 1,8 milhão de toneladas de rações no trimestre e deve alcançar 7,7 milhões de toneladas no ano.
Pecuária mantém crescimento
Na pecuária leiteira, a aquisição de leite cru por estabelecimentos sob inspeção sanitária somou 6,8 bilhões de litros, crescimento de 3,3%. A demanda por rações para bovinos leiteiros foi de 2 milhões de toneladas no trimestre, com previsão de 7,9 milhões de toneladas em 2026.
Já a bovinocultura de corte registrou o abate de 10,3 milhões de cabeças, mais de 3% acima do primeiro trimestre de 2025. A produção de rações chegou a aproximadamente 1,28 milhão de toneladas, e a previsão anual supera 8,2 milhões de toneladas.
Aquicultura e mercado pet
A demanda por rações para aquicultura alcançou cerca de 500 mil toneladas no primeiro trimestre. Para 2026, a projeção é de 1,97 milhão de toneladas. O setor, porém, ainda enfrenta desafios relacionados a custos, concorrência de pescados importados, regulamentação e segurança jurídica.
No mercado de alimentos industrializados para cães e gatos, o consumo ultrapassou 1 milhão de toneladas nos primeiros três meses do ano. A estimativa para 2026 é de aproximadamente 4,15 milhões de toneladas.
Segundo o Sindirações, o avanço da nutrição de precisão e dos sistemas intensivos de produção contribui para aumentar a eficiência e a previsibilidade das operações. O cenário mantém perspectivas positivas para a indústria de alimentação animal e reforça o papel do setor na cadeia brasileira de produção de proteínas.

