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Estratégias preventivas ajudam empresas a reduzir custos com planos de saúde corporativos

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Telemonitoramento, gestão de doenças crônicas, inteligência preditiva e programas de promoção da saúde fortalecem a prevenção e contribuem para uma assistência mais eficiente

O aumento dos custos assistenciais e da utilização dos planos de saúde tem levado empresas a investir cada vez mais em estratégias preventivas e de acompanhamento contínuo dos colaboradores. A proposta é identificar problemas de saúde antes que evoluam para situações mais complexas, reduzindo a ocorrência de internações prolongadas, procedimentos de alta complexidade e agravamentos de doenças crônicas.

Além de contribuir para a sustentabilidade financeira dos benefícios corporativos, essas iniciativas buscam melhorar a qualidade de vida dos trabalhadores e qualificar o cuidado oferecido.

Entre as principais estratégias utilizadas por operadoras e gestoras de benefícios estão o telemonitoramento, a gestão de doenças crônicas, os protocolos clínicos baseados em evidências, a inteligência preditiva e os programas de engajamento em saúde.

Acompanhamento contínuo permite agir antes do agravamento

Segundo Katia de Boer, sócia e VP Comercial da Safe Care Benefícios, o acompanhamento contínuo permite identificar sinais de agravamento e direcionar intervenções mais adequadas para cada pessoa.

O telemonitoramento, por exemplo, pode ser utilizado no acompanhamento de pacientes com doenças crônicas ou em recuperação, por meio de contatos periódicos realizados por equipes de saúde.

Já programas específicos para condições como hipertensão, diabetes, obesidade e doenças cardiovasculares buscam estimular a adesão aos tratamentos e a adoção de hábitos mais saudáveis.

A lógica é atuar antes que o quadro clínico exija intervenções de maior complexidade, beneficiando tanto o paciente quanto a gestão dos custos assistenciais.

Inteligência preditiva identifica grupos de risco

Outra ferramenta que vem ganhando espaço é a inteligência preditiva. A tecnologia pode cruzar informações assistenciais e de utilização dos planos para identificar pessoas com maior probabilidade de desenvolver complicações.

A partir desses dados, as empresas e gestoras podem direcionar ações preventivas para grupos de maior risco antes que ocorram eventos potencialmente mais caros.

Os protocolos clínicos baseados em evidências também fazem parte dessa estratégia. Ao padronizar condutas de acordo com as melhores evidências científicas, eles podem contribuir para reduzir desperdícios, aumentar a segurança dos pacientes e melhorar a eficiência da assistência.

Engajamento dos colaboradores é parte da prevenção

Além das ações diretamente assistenciais, as empresas têm ampliado iniciativas voltadas ao engajamento dos próprios colaboradores no cuidado com a saúde.

Campanhas de prevenção, educação em saúde, acompanhamento personalizado e incentivos para a realização de exames periódicos são algumas das medidas utilizadas para estimular comportamentos preventivos.

A combinação dessas ferramentas representa uma mudança na gestão dos benefícios corporativos: em vez de atuar principalmente depois que surgem eventos de maior complexidade, o foco passa a estar no cuidado contínuo, na prevenção e no uso mais inteligente dos recursos disponíveis.

Para Katia de Boer, esse movimento aponta para um modelo cada vez mais preventivo e preditivo na saúde suplementar, no qual a gestão da saúde da população pode contribuir não apenas para o controle de despesas, mas também para uma assistência mais qualificada e humanizada aos beneficiários.

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