Redação Plenax – Flavia Andrade
A saúde dos cavalos exige acompanhamento contínuo e a atuação de profissionais especializados em diferentes áreas da medicina veterinária. Com o objetivo de disseminar conhecimento técnico e promover discussões relevantes para o setor, o podcast Voz Equestre, iniciativa da Vetnil, dedicou os episódios lançados em julho a temas que vão da fisioterapia e reabilitação equina aos desafios enfrentados por veterinários no atendimento a campo e em ambiente hospitalar.
Os programas reuniram especialistas reconhecidas na medicina equina para compartilhar experiências, discutir avanços na área e reforçar a importância da prevenção, do diagnóstico precoce e da integração entre profissionais no cuidado dos animais.
Fisioterapia ganha destaque na prevenção e recuperação dos cavalos
No nono episódio do Voz Equestre, as médicas-veterinárias Ana Luísa Lobo e Maria Eduarda Volpato abordaram o papel da fisioterapia equina na prevenção de lesões, na reabilitação e na melhoria da performance esportiva.
Com mais de 14 anos de atuação na área, Ana Luísa destacou que a prevenção é uma das principais ferramentas para garantir qualidade de vida e longevidade aos animais.
“Com medidas preventivas, é possível reduzir o risco de lesões, promover o bem-estar e a longevidade dos cavalos, além de minimizar os impactos físicos, o tempo de recuperação e os custos envolvidos em um processo de reabilitação”, afirmou.
Segundo a especialista, a fisioterapia vai muito além da recuperação de lesões já instaladas. O trabalho envolve uma avaliação detalhada da biomecânica, do histórico clínico e das necessidades individuais de cada animal para a construção de um plano terapêutico personalizado.
Maria Eduarda Volpato ressaltou que a análise individualizada permite identificar alterações em diferentes tecidos e direcionar tratamentos mais eficazes, combinando técnicas como fisioterapia, quiropraxia e osteopatia.
Outro ponto enfatizado pelas profissionais foi a necessidade de integração entre veterinários, fisioterapeutas, treinadores e demais profissionais envolvidos na rotina dos cavalos.
“É importante que toda a equipe esteja alinhada e trabalhando em torno do mesmo objetivo. O resultado depende não apenas do trabalho individual de cada profissional, mas da integração entre todos os envolvidos no cuidado do animal”, destacou Maria Eduarda.
Atendimento a campo e hospitalar exigem decisões rápidas e integração
Já no décimo episódio, o foco esteve nos desafios enfrentados pelos profissionais da medicina equina em diferentes cenários de atuação.
As médicas-veterinárias Thaís Lemfers e Maria Augusta Berlingieri compartilharam experiências sobre a rotina de atendimentos emergenciais, o encaminhamento de pacientes e a importância da comunicação entre equipes.
Especialista em Clínica Médica e Cirúrgica de Equinos, Thaís Lemfers explicou que o atendimento a campo exige rapidez na avaliação e tomada de decisões.
“Em uma emergência, é essencial chegar o mais rápido possível ao paciente, avaliar a situação e tomar decisões com agilidade. Também é preciso reconhecer o momento certo de encaminhar o animal ao hospital, garantindo que ele receba todo o suporte necessário”, afirmou.
No ambiente hospitalar, a complexidade dos casos exige monitoramento constante e estrutura especializada. Maria Augusta Berlingieri, sócia do Eqüivet Hospital Veterinário, destacou que a rotina envolve atendimentos emergenciais, procedimentos cirúrgicos e acompanhamento intensivo dos pacientes.
“A rotina hospitalar envolve grande responsabilidade, pois temos períodos de alta demanda, com atendimentos emergenciais, cirurgias e acompanhamento intensivo dos pacientes. Esse cenário exige dedicação e aprimoramento constante da equipe”, explicou.
Cólica equina exige atenção e encaminhamento rápido
Entre os temas debatidos no episódio esteve a síndrome do abdome agudo, popularmente conhecida como cólica equina, considerada uma das principais emergências da medicina veterinária.
Segundo Thaís Lemfers, a persistência da dor mesmo após a administração de analgésicos é um dos principais sinais de alerta para a necessidade de encaminhamento hospitalar.
“A falta de resposta adequada aos analgésicos é um dos principais sinais de alerta. Mesmo quando o diagnóstico ainda não está completamente definido, a permanência da dor indica que o paciente precisa de uma estrutura que permita uma investigação mais ampla e, quando necessário, intervenção cirúrgica”, destacou.
As especialistas também reforçaram que a comunicação entre os profissionais responsáveis pelo atendimento é essencial para garantir a continuidade do tratamento e aumentar as chances de recuperação dos animais.
Informação e troca de experiências
Para Maria Amélia Fernandes, gerente de marketing de equinos da Vetnil, os episódios de julho cumpriram o papel de ampliar o debate sobre diferentes frentes da medicina veterinária equina.
“Os episódios destacaram a fisioterapia equina como ferramenta de prevenção e reabilitação e os desafios do atendimento veterinário a campo e no hospital, reforçando a proposta do Voz Equestre de ampliar o acesso a informações relevantes e promover a troca de experiências entre profissionais que atuam em diferentes frentes da medicina equina”, ressaltou.
Disponível no YouTube, Spotify e nas principais plataformas de áudio, o Voz Equestre busca aproximar profissionais, estudantes e apaixonados pelo universo dos cavalos, promovendo conteúdos voltados à prevenção, tratamento, recuperação, desempenho esportivo e bem-estar animal.

