Redação Plenax – Flavia Andrade
A produção industrial brasileira registrou queda de 1,8% em junho, na comparação com o mês anterior, segundo dados divulgados nesta terça-feira (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado representa o segundo recuo consecutivo da atividade, após a retração de 0,9% observada entre abril e maio.
Com isso, a indústria acumula perda de 2,7% nos últimos dois meses, reduzindo parte do crescimento registrado no início do ano.
De acordo com o gerente da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-BR), André Macedo, a sequência de resultados negativos interrompe parte do avanço conquistado entre janeiro e abril.
“A perda acumulada de 2,7% registrada nesses dois meses consecutivos de queda na produção eliminou parte do ganho de 4,4% verificado nos quatro primeiros meses de 2026”, afirmou.
Setor ainda mantém crescimento no acumulado do ano
Apesar da retração mensal, o desempenho da indústria segue positivo em outras bases de comparação.
Na comparação com junho de 2025, a produção industrial apresentou crescimento de 1,7%. No acumulado de 2026, o setor registra alta de 1,5%, enquanto o avanço em 12 meses chega a 0,7%.
Já a média móvel trimestral apresentou queda de 0,5%, indicando desaceleração na atividade industrial.
Maioria dos segmentos registrou queda
Dos 25 ramos industriais pesquisados pelo IBGE, 16 apresentaram redução na produção entre maio e junho.
Os principais recuos foram registrados nos seguintes setores:
Coque, produtos derivados de petróleo e biocombustíveis: -5,9%;
Produtos químicos: -4,3%;
Produtos alimentícios: -1,9%;
Produtos farmoquímicos e farmacêuticos: -11%;
Confecção de artigos do vestuário e acessórios: -11%;
Equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos: -8,9%;
Outros equipamentos de transporte: -8,6%;
Produtos de borracha e material plástico: -2,8%;
Indústrias extrativas: -0,6%.
Alguns segmentos avançaram
Entre as nove atividades que apresentaram crescimento no período, os maiores destaques foram:
Celulose, papel e produtos de papel: 5,4%;
Impressão e reprodução de gravações: 20,2%;
Metalurgia: 1,4%.
Todas as categorias econômicas recuaram
As quatro grandes categorias econômicas da indústria encerraram junho em queda.
O maior recuo foi observado nos bens de consumo semi e não duráveis, que diminuíram 4,1% no período.
Também apresentaram desempenho negativo:
Bens de consumo duráveis: -3,2%;
Bens de capital (máquinas e equipamentos): -1,1%;
Bens intermediários (insumos utilizados pela indústria): -1,1%.
Os dados fazem parte da Pesquisa Industrial Mensal (PIM-BR), divulgada pelo IBGE, e refletem o desempenho da atividade industrial brasileira em junho de 2026.

