Redação Plenax – Flavia Andrade
Dario Durigan, da Fazenda, e George Santoro, dos Transportes, ressaltaram posição estratégica do Estado e defenderam diálogo com o setor produtivo
O potencial de Mato Grosso do Sul para atrair investimentos, ampliar cadeias produtivas e fortalecer a integração logística com outros países foi destacado pelos ministros Dario Durigan, da Fazenda, e George Santoro, dos Transportes, durante o Encontro Empresarial – Reforma Tributária e o Futuro da Economia, promovido pela Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul (Fiems), em Campo Grande.
Durante coletiva de imprensa realizada nesta quinta-feira (30), na Casa da Indústria, os ministros também abordaram a implementação da reforma tributária e os investimentos federais em infraestrutura no Estado.
O presidente do Comitê Gestor do IBS (CGIBS) e do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), Flávio César de Oliveira, também participou da coletiva.
Fazenda vê MS como polo estratégico
Para Dario Durigan, Mato Grosso do Sul reúne condições que favorecem a atração de novos investimentos e o desenvolvimento das cadeias produtivas.
O ministro destacou a localização geográfica do Estado, próxima a importantes mercados consumidores brasileiros e conectada a corredores de integração com outros países da América do Sul.
“Mato Grosso do Sul cumpre um papel estratégico para o Brasil. Além da sua importância nacional, passa a assumir uma relevância regional cada vez maior na América Latina, com potencial para atrair investimentos e ampliar suas cadeias produtivas”, afirmou.
Na avaliação de Durigan, a importância logística do Estado tende a aumentar com a expansão das conexões comerciais proporcionadas pela Rota Bioceânica, que busca ampliar a ligação entre o Brasil, países sul-americanos e os mercados do Pacífico.
Reforma tributária entra na fase de implementação
A implementação da reforma tributária também esteve entre os principais temas discutidos no encontro.
Segundo Durigan, o país passa por uma etapa de transição entre a aprovação do novo modelo tributário e sua aplicação prática. Para o ministro, a mudança poderá contribuir para reduzir a burocracia, simplificar procedimentos e melhorar o ambiente de negócios.
Durigan também defendeu a manutenção do diálogo com o setor produtivo durante a implementação das novas regras. Entre os desafios citados estão questões relacionadas a juros, investimentos e geração de empregos.
Transportes anuncia R$ 2,8 bilhões em investimentos
O ministro dos Transportes, George Santoro, apresentou um panorama dos investimentos federais previstos para Mato Grosso do Sul.
Segundo ele, o Estado deverá receber aproximadamente R$ 2,8 bilhões em investimentos federais durante o atual ciclo de gestão. O volume, de acordo com Santoro, supera os valores registrados em períodos anteriores.
O ministro também destacou a evolução das condições da malha rodoviária estadual. Segundo dados apresentados pelo Ministério dos Transportes, a parcela de trechos classificados como ótimos ou bons passou de aproximadamente 50% para 85%.
Outro ponto citado foi a conclusão dos acessos brasileiros à Ponte Bioceânica, considerada estratégica para ampliar a conexão de Mato Grosso do Sul com os mercados internacionais.
“A expectativa é garantir que o corredor esteja plenamente operacional, ampliando a competitividade de Mato Grosso do Sul e fortalecendo sua integração econômica com os países vizinhos”, afirmou Santoro.
CGIBS destaca participação de MS na reforma
Flávio César de Oliveira ressaltou a participação de Mato Grosso do Sul na construção do novo sistema tributário brasileiro.
Segundo ele, estados, municípios e União avançam conjuntamente na regulamentação e na preparação para a operacionalização do novo modelo.
“A reforma tributária está saindo da teoria para a prática. Estamos construindo, de forma conjunta, um modelo mais transparente, mais simples e mais justo para o Brasil”, afirmou.
O presidente do CGIBS e do Comsefaz também destacou a atuação conjunta entre os dois comitês e o Ministério da Fazenda para cumprir o cronograma de implementação e regulamentação da reforma tributária.

