Redação Plenax – Flavia Andrade
Serviços lideraram a geração de empregos no mês, enquanto São Paulo concentrou o maior número de novas contratações com carteira assinada
O mercado de trabalho brasileiro manteve o ritmo de crescimento em junho de 2026. Dados divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego mostram que o país registrou saldo positivo de 145.161 empregos com carteira assinada, resultado de 2,22 milhões de admissões e 2,07 milhões de desligamentos no período.
Com o desempenho de junho, o saldo acumulado de empregos formais entre janeiro e junho chegou a 921.645 vagas, enquanto o resultado dos últimos 12 meses, entre julho de 2025 e junho de 2026, alcançou 963.921 novos postos de trabalho.
Setor de serviços impulsiona geração de empregos
O setor de Serviços foi o principal responsável pela criação de vagas em junho, com 74.514 novos empregos formais. O desempenho foi impulsionado, principalmente, pelas atividades administrativas e serviços complementares, saúde humana e serviços sociais, além dos segmentos de transporte, armazenagem e correio.
Na sequência aparecem:
Agropecuária: 22.898 vagas
Comércio: 19.177 vagas
Indústria: 14.438 vagas
Construção: 12.136 vagas
Todos os cinco grandes setores da economia encerraram o mês com saldo positivo.
São Paulo lidera contratações entre os estados
Das 27 unidades da Federação, 25 registraram saldo positivo na geração de empregos formais durante junho.
Os maiores volumes de novas vagas foram registrados em:
São Paulo: 34.981 empregos
Minas Gerais: 20.805 empregos
Rio de Janeiro: 16.856 empregos
Considerando o crescimento proporcional do mercado de trabalho, o destaque ficou para o Amapá, com alta de 1,04%, seguido por Acre (0,88%) e Mato Grosso (0,85%).
Jovens e mulheres tiveram destaque no mercado de trabalho
O levantamento aponta equilíbrio entre homens e mulheres na geração de empregos. As mulheres responderam por 72.592 novas vagas, enquanto os homens ocuparam 72.569 postos de trabalho.
Entre as faixas etárias, os trabalhadores de até 24 anos lideraram as contratações, com saldo positivo de 125.430 empregos.
No recorte por escolaridade, profissionais com ensino médio completo concentraram o maior número de admissões líquidas, com 109.255 vagas, seguidos por aqueles com ensino médio incompleto, que somaram 15.185 postos.
Na análise por raça e cor, os maiores saldos positivos foram registrados entre pessoas pardas (106.176 vagas), brancas (28.636), pretas (20.199) e indígenas (776). Houve saldo negativo entre trabalhadores amarelos (-66) e nos vínculos sem informação de raça ou etnia (-10.563).
Salário médio de admissão supera R$ 2,4 mil
O salário médio real de admissão em junho foi de R$ 2.404,34.
Entre os trabalhadores classificados como típicos, a remuneração média alcançou R$ 2.446,27, enquanto os trabalhadores considerados não típicos tiveram média de R$ 2.101,51.
Primeiro semestre acumula mais de 921 mil empregos
No acumulado de janeiro a junho, o setor de Serviços permanece como principal motor da geração de empregos, com 571.926 vagas, seguido pela Construção, que criou 168.962 postos, pela Indústria, com 143.442 empregos, e pela Agropecuária, responsável por 40.853 vagas.
O Comércio foi o único segmento que apresentou saldo negativo no primeiro semestre, com redução de 3.514 postos de trabalho.
Entre os estados, os maiores saldos acumulados em 2026 foram registrados em São Paulo (252.558 vagas), Minas Gerais (108.977) e Paraná (69.638). Em termos proporcionais, os maiores avanços ocorreram no Amapá (4,25%), Acre (3,38%) e Mato Grosso (3,36%).

