Redação Plenax – Flavia Andrade
Equilíbrio da microbiota influencia ganho de peso, conversão alimentar e uniformidade dos lotes, especialmente na fase de creche
A saúde intestinal tem se consolidado como um dos principais fatores para o desempenho da suinocultura moderna. Além de indicadores tradicionais, como ganho de peso e conversão alimentar, o equilíbrio da microbiota intestinal passou a ser considerado um elemento estratégico para melhorar a eficiência produtiva dos rebanhos.
Segundo Amanda Tochetto, coordenadora de Produtos da MCassab Nutrição e Saúde Animal, é no intestino que ocorre a absorção dos nutrientes essenciais para o desenvolvimento dos animais, tornando esse órgão fundamental para a produtividade.
“É no intestino que acontece a absorção dos nutrientes responsáveis por transformar alimento em produtividade. Quando esse equilíbrio é comprometido, o desempenho dos animais também é afetado”, explica.
Infecções por E. coli estão entre os principais desafios
Entre os fatores que mais comprometem a saúde intestinal dos suínos estão as infecções provocadas pela bactéria Escherichia coli, especialmente durante a fase de creche.
O período pós-desmame é considerado um dos mais críticos da produção, já que mudanças na alimentação, adaptação ao novo ambiente e situações de estresse favorecem a proliferação de microrganismos e aumentam o risco de diarreias, comprometendo o desenvolvimento dos animais.
Além dos problemas digestivos, o desequilíbrio da microbiota pode provocar redução no ganho de peso, piora na conversão alimentar e maior desuniformidade entre os lotes.
“Quando há desafios sanitários ou desequilíbrio da microbiota, parte da energia que seria utilizada para o crescimento passa a ser direcionada ao combate de processos inflamatórios. Como consequência, ocorre queda no desempenho produtivo”, destaca Amanda Tochetto.
Manejo e biosseguridade ajudam a preservar o equilíbrio intestinal
De acordo com a especialista, a prevenção desses problemas depende da adoção de um conjunto de medidas, como boas práticas de manejo, protocolos de biosseguridade, nutrição equilibrada e estratégias para reduzir a pressão bacteriana no trato intestinal.
Essas ações contribuem para manter a integridade da microbiota, favorecer a absorção de nutrientes e proporcionar maior estabilidade ao desempenho dos animais ao longo do ciclo produtivo.
Tecnologia busca auxiliar no controle bacteriano
Para auxiliar no enfrentamento desses desafios, a MCassab Nutrição e Saúde Animal disponibiliza o HalquiPAC, produto formulado com 60% de halquinol e indicado para uso como melhorador de desempenho e terapêutico em suínos no controle de Escherichia coli.
Segundo a empresa, o composto possui ação antimicrobiana de amplo espectro, contribuindo para a preservação da integridade da mucosa intestinal e para o equilíbrio da microbiota. Entre os benefícios apontados estão o melhor aproveitamento dos nutrientes, maior uniformidade dos lotes e suporte ao desempenho zootécnico dos animais.

