Redação Plenax – Flavia Andrade
O dia 5 de julho entra para mais um capítulo amargo na história da seleção brasileira. Em Nova Jersey, nos Estados Unidos, o Brasil foi derrotado por 2 a 1 pela Noruega e está eliminado nas oitavas de final da Copa do Mundo.
O grande nome da partida foi Erling Haaland. O atacante marcou os dois gols da vitória norueguesa no segundo tempo e confirmou o papel de carrasco da equipe brasileira. Já nos acréscimos, Neymar ainda descontou de pênalti, mas não evitou a eliminação.

Tabus aumentam e jejum se prolonga
Com o resultado, o Brasil amplia marcas negativas. A seleção não vence um europeu em mata-mata de Copa desde 2002, quando superou a Alemanha na final. Além disso, a Noruega segue como um adversário indigesto: nunca foi derrotada pelos brasileiros — agora são três derrotas e dois empates.
A queda também confirma a sexta eliminação consecutiva do Brasil em fases eliminatórias e a pior campanha desde 1990, quando caiu nas oitavas para a Argentina.
Chances perdidas custam caro
O roteiro da partida foi marcado por oportunidades desperdiçadas. O Brasil teve chances claras ainda no primeiro tempo, incluindo um pênalti perdido por Bruno Guimarães, defendido pelo goleiro Orjan Nyland.
Na etapa final, a seleção seguiu pressionando, mas parou novamente no goleiro norueguês e na própria falta de efetividade. Endrick, Vinícius Júnior e Rayan tiveram oportunidades, mas não conseguiram converter.
Haaland decide no momento certo
Se faltou eficiência ao Brasil, sobrou para a Noruega. Aos 34 minutos do segundo tempo, Haaland subiu mais que a defesa e abriu o placar de cabeça. Já aos 44, em contra-ataque, o atacante marcou novamente, decretando a eliminação brasileira.
Com os dois gols, o camisa 9 chega a sete no torneio e entra na briga pela artilharia ao lado de Kylian Mbappé e Lionel Messi.
Despedida e incertezas
Nos minutos finais, o Brasil ainda teve um pênalti, convertido por Neymar, no que pode ter sido seu último gol em Copas do Mundo.
A eliminação precoce empurra o sonho do hexacampeonato para 2030 e amplia o maior jejum da história recente da seleção, que chegará a 28 anos sem título mundial.
Agora, a Noruega aguarda o vencedor de México e Inglaterra para saber quem enfrenta nas quartas de final.

