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Vacina BCG completa 105 anos e segue essencial no combate às formas graves da tuberculose

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Aplicada nos primeiros dias de vida, a vacina BCG continua sendo uma das principais estratégias de proteção contra as formas mais graves da tuberculose, especialmente na infância. O imunizante, um dos mais antigos em uso no mundo, completa 105 anos em 1º de julho de 2026, reforçando a importância da vacinação no controle da doença.

Mesmo com avanços na cobertura vacinal, a tuberculose ainda representa um desafio para a saúde pública no Brasil. Em 2025, o país alcançou 98% de cobertura com a BCG e, até março de 2026, mais de 3 milhões de doses já haviam sido distribuídas. Ainda assim, são registrados cerca de 84 mil novos casos por ano, com aproximadamente 6 mil mortes, segundo o Ministério da Saúde.

A doença é causada pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, também conhecida como Bacilo de Koch, e é transmitida pelo ar, por meio da tosse, fala ou espirro de pessoas infectadas.

De acordo com o infectologista Marcelo Cordeiro, do Sabin Diagnóstico e Saúde, a vacina não impede totalmente a infecção, mas reduz significativamente o risco de complicações graves. “A BCG é fundamental para proteger principalmente as crianças contra formas severas da doença, como a meningite tuberculosa”, explica.

O principal sintoma da tuberculose é a tosse persistente por três semanas ou mais. Outros sinais incluem febre baixa, cansaço, perda de peso, suor noturno e falta de apetite. Como os sintomas podem se confundir com outras doenças respiratórias, a recomendação é buscar avaliação médica em casos de tosse prolongada.

Nas crianças, especialmente menores de cinco anos, a doença pode se manifestar de forma diferente. Nem sempre há tosse persistente, e sinais como febre contínua, dificuldade para ganhar peso, irritabilidade e cansaço podem indicar a infecção.

No Brasil, a BCG é indicada para recém-nascidos com peso igual ou superior a dois quilos e está disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), além de ser ofertada em serviços privados de saúde.

Especialistas reforçam que a vacinação continua sendo uma das medidas mais eficazes de prevenção. Além de proteger o indivíduo, ela contribui para reduzir a circulação da doença na comunidade e evitar complicações mais graves ao longo da vida.

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