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Arranque inicial da soja e do milho pode definir produtividade da safra, aponta especialista

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

Desenvolvimento das raízes, uniformidade da emergência e uso de tecnologias biológicas ajudam produtores a enfrentar desafios climáticos e aumentar o potencial produtivo das lavouras

Em um cenário de margens cada vez mais apertadas e de maior instabilidade climática, produtores de soja e milho têm concentrado esforços em estratégias capazes de garantir produtividade desde os primeiros dias após a semeadura. Entre os fatores considerados decisivos para o sucesso da safra estão o arranque inicial das plantas, o desenvolvimento de um sistema radicular vigoroso e a adoção de tecnologias biológicas voltadas à proteção das lavouras.

Segundo Giovanni Ferreira, desenvolvedor de mercado da Biotrop, o potencial produtivo começa a ser construído logo na fase inicial do cultivo.

“Uma semente vigorosa e protegida é fundamental para garantir o estande planejado. Quando há falhas na emergência ou perda de plantas por doenças e pragas de solo, o produtor inicia a safra já comprometendo parte do potencial produtivo da lavoura”, explica.

Emergência uniforme faz diferença no milho

No milho, a uniformidade da emergência é apontada como um dos principais fatores para o bom desempenho da cultura.

Quando parte das plantas emerge antes das demais, ocorre uma competição desigual por luz, água e nutrientes. As plantas mais desenvolvidas acabam sombreando as mais tardias, reduzindo seu crescimento e comprometendo a produtividade da área.

Segundo o especialista, manter um estande uniforme é fundamental para que todas as plantas expressem seu máximo potencial produtivo.

Biológicos fortalecem raízes e aumentam a resistência

Além da proteção contra doenças e nematoides presentes no solo, os tratamentos biológicos têm ganhado espaço por estimular o desenvolvimento fisiológico das plantas.

Microrganismos benéficos favorecem a germinação, promovem maior crescimento das raízes e contribuem para uma emergência mais homogênea, fatores que aumentam a capacidade das culturas de enfrentar condições adversas.

“Os produtos biológicos atuam tanto na proteção quanto no estímulo ao crescimento. Eles ajudam a planta a desenvolver seu potencial desde o início do ciclo”, destaca Giovanni Ferreira.

Sistema radicular robusto ajuda a enfrentar extremos climáticos

O desenvolvimento de raízes profundas e bem estruturadas também é considerado uma ferramenta importante para enfrentar os desafios climáticos previstos para a próxima safra.

Segundo o especialista, a atuação do fenômeno El Niño poderá provocar excesso de chuvas na Região Sul, enquanto áreas do Norte do país poderão enfrentar períodos de estiagem, além de oscilações de temperatura e maior pressão de doenças de solo e nematoides.

Nessas condições, plantas com sistema radicular mais desenvolvido conseguem absorver água e nutrientes com maior eficiência, aumentando a tolerância aos períodos de déficit hídrico e reduzindo os impactos provocados por doenças.

“Raízes mais profundas tornam a lavoura mais resiliente e ajudam a preservar o potencial produtivo mesmo diante de condições ambientais adversas”, afirma.

Tecnologias auxiliam na proteção da lavoura

Entre as soluções utilizadas para fortalecer o estabelecimento inicial das culturas, a Biotrop destaca os produtos Biomagno e Bioasis Power.

Enquanto o Biomagno atua na proteção biológica das sementes e das raízes contra doenças e nematoides presentes no solo, o Bioasis Power estimula o crescimento radicular e favorece o vigor inicial das plantas.

Segundo a empresa, o desenvolvimento de raízes mais robustas também melhora a capacidade de retenção e aproveitamento da água disponível no solo, característica importante durante períodos de seca.

Planejamento é decisivo para a próxima safra

Para Giovanni Ferreira, investir em tecnologias que protejam o potencial produtivo desde os primeiros dias do cultivo será um diferencial importante diante dos desafios previstos para a próxima temporada agrícola.

“O grande desafio da próxima safra será fazer escolhas assertivas. O produtor precisa investir em soluções que aumentem a resiliência da lavoura e garantam retorno efetivo desde o arranque inicial das plantas”, conclui.

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