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Humap-UFMS alerta para riscos da Salmonella e reforça cuidados essenciais na manipulação de alimentos

Imagem ilustrativa: Magnific

Redação Plenax – Flavia Andrade

Bactéria é uma das principais causas de doenças transmitidas por alimentos no Brasil e pode provocar desde quadros leves até complicações graves

A Salmonella está entre os principais agentes responsáveis por doenças transmitidas por alimentos no Brasil. A bactéria pode contaminar água, alimentos, utensílios e superfícies, causando infecções que variam de sintomas leves de gastroenterite até casos mais graves que exigem atendimento hospitalar.

O alerta é do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (Humap-UFMS/Ebserh), que reforça a importância da prevenção e da adoção de boas práticas de higiene no preparo e consumo de alimentos.

Segundo a gastroenterologista do hospital, Carla Moura, a infecção ocorre, na maioria das vezes, pela ingestão de alimentos ou água contaminados.

“Os sintomas mais comuns são diarreia, dor abdominal, febre, náuseas e vômitos. Em geral, os casos são leves e autolimitados, mas é fundamental reconhecer sinais que indicam necessidade de avaliação médica”, explica a especialista.

Alimentos mais associados à contaminação

Entre os alimentos com maior risco de transmissão da bactéria estão ovos crus ou mal cozidos, maionese caseira, carnes mal passadas — especialmente aves —, leite e derivados não pasteurizados, além de vegetais crus mal higienizados e alimentos manipulados de forma inadequada após o preparo.

A especialista reforça que ambientes com grande produção de refeições, como festas e eventos, exigem atenção redobrada.

“Quando há grande volume de alimentos sendo preparados, o risco aumenta, principalmente em casos de falhas de higiene ou armazenamento inadequado”, afirma Carla Moura.

Contaminação cruzada é um dos principais riscos

De acordo com a gastroenterologista, a chamada contaminação cruzada é uma das formas mais comuns de transmissão da Salmonella.

Ela ocorre quando microrganismos presentes em alimentos crus entram em contato com alimentos prontos para consumo.

“Um exemplo comum é usar a mesma tábua para cortar frango cru e, em seguida, preparar uma salada sem higienização adequada. Também é frequente a transmissão pelas mãos quando não há lavagem correta após o manuseio de alimentos contaminados”, explica.

Sinais de alerta e quando procurar atendimento

Embora a maioria dos casos evolua de forma leve, alguns sintomas exigem atenção médica imediata.

Segundo a especialista, sinais como febre persistente, diarreia com sangue, dor abdominal intensa, desidratação e dificuldade para ingerir líquidos indicam necessidade de avaliação profissional.

Crianças, idosos, gestantes e pessoas com imunidade comprometida também fazem parte do grupo de maior risco.

“Em alguns casos, a infecção pode evoluir para quadros mais graves, como desidratação severa e até sepse. Por isso, não se deve banalizar os sintomas”, alerta.

Outras causas de intoxicação alimentar

Além da Salmonella, outras bactérias e parasitas também podem causar infecções semelhantes, como Escherichia coli, Campylobacter, Shigella e Giardia.

De acordo com a gastroenterologista, muitos casos não são diagnosticados com precisão porque nem sempre há busca por atendimento ou realização de exames específicos.

Prevenção é a principal forma de proteção

O Humap-UFMS reforça que medidas simples de higiene são fundamentais para evitar a infecção.

Entre as principais recomendações estão:

Lavar as mãos antes de preparar e consumir alimentos
Higienizar frutas, verduras e legumes
Cozinhar completamente carnes, aves e ovos
Evitar consumo de ovos crus ou mal cozidos
Utilizar leite e derivados pasteurizados
Separar alimentos crus dos alimentos prontos para consumo
Higienizar utensílios e superfícies após contato com carnes cruas
Armazenar alimentos sob refrigeração adequada
Redobrar cuidados ao consumir alimentos fora de casa ou em eventos

A especialista reforça que a adoção dessas práticas reduz significativamente o risco de infecção e contribui para a segurança alimentar da população.

“Grande parte dos casos pode ser evitada com medidas simples de higiene e preparo adequado dos alimentos”, conclui Carla Moura.

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