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Copa do Mundo Feminina de 2027 deixará legado de transformação social no Brasil, afirma ministro do Esporte

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil

Redação Plenax – Flavia Andrade

Paulo Henrique Cordeiro destaca que principal herança do torneio será a inclusão de meninas no esporte e o combate à desigualdade de gênero no futebol

O Brasil já iniciou a contagem regressiva para sediar a Copa do Mundo Feminina da FIFA 2027, a primeira realizada na América do Sul. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (17), o ministro do Esporte, Paulo Henrique Cordeiro, afirmou que o principal legado do torneio ultrapassará as melhorias estruturais e deixará uma marca duradoura na sociedade brasileira.

Segundo o ministro, a competição será um instrumento de transformação cultural, fortalecendo a presença feminina no futebol e ampliando oportunidades para meninas e mulheres em todo o país.

“Vamos realizar a maior e melhor Copa do Mundo Feminina da história. O principal legado não será de infraestrutura, mas uma mudança de mentalidade, uma transformação sociocultural sobre a forma como o futebol feminino é visto e valorizado no Brasil”, declarou.

Lei Geral da Copa reforça igualdade de gênero

No início de junho, foi sancionada a Lei Geral da Copa do Mundo Feminina de 2027 (Lei nº 15.421), considerada peça fundamental para a organização do evento. A legislação estabelece diretrizes operacionais, institucionais e jurídicas para a realização do torneio, além de incorporar princípios voltados à promoção da igualdade de gênero, combate à discriminação e fortalecimento do futebol feminino.

A expectativa do Governo Federal é que o evento impulsione políticas públicas voltadas ao esporte feminino e amplie a participação de mulheres em diferentes áreas ligadas ao futebol.

Preparativos já estão em andamento

De acordo com Paulo Henrique Cordeiro, os preparativos para o Mundial já começaram. Uma das ações previstas é um evento internacional de lançamento em Miami, nos Estados Unidos, marcado para 24 de junho, data que simbolizará a contagem regressiva de um ano para o início da competição.

“O trabalho para uma Copa do Mundo começa muito antes do primeiro jogo. Estamos justamente nessa fase de construção para garantir que o Brasil entregue um espetáculo à altura da importância do evento”, explicou.

Governo quer envolver todo o país

Embora a FIFA tenha definido apenas oito cidades-sede para receber partidas oficiais, o Ministério do Esporte pretende ampliar a participação de outras regiões brasileiras durante o torneio.

A proposta é utilizar municípios fora do circuito principal para treinamentos, recepção de delegações estrangeiras e acolhimento de torcedores, levando os impactos do evento para além das capitais escolhidas.

“Nossa intenção é fazer com que o futebol feminino alcance todos os cantos do Brasil. Estados que não receberão jogos também terão papel importante na realização da Copa”, afirmou o ministro.

Segundo ele, o objetivo é que o evento alcance os mais de 5 mil municípios brasileiros, fortalecendo o esporte como ferramenta de integração social.

Esporte como ferramenta de inclusão

Durante a entrevista, Paulo Henrique Cordeiro também defendeu o esporte como instrumento de transformação social, destacando seu papel na promoção da cidadania, da saúde preventiva e na redução da vulnerabilidade social entre crianças e adolescentes.

O ministro afirmou que a atual gestão tem direcionado esforços especialmente para as regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste, consideradas prioritárias para a ampliação das políticas públicas esportivas.

“O esporte ajuda a formar cidadãos, promove qualidade de vida e afasta jovens da criminalidade. Por isso estamos concentrando ações em regiões que historicamente demandam maior atenção do poder público”, ressaltou.

Programa TEAtivo amplia inclusão de jovens com autismo

Outro destaque da entrevista foi o programa TEAtivo, iniciativa voltada para crianças e adolescentes com Transtorno do Espectro Autista (TEA). Desenvolvido em parceria com a Apae Brasil, o projeto oferece atividades esportivas adaptadas para estimular o desenvolvimento motor, cognitivo, emocional e social dos participantes.

Inicialmente implantado no Nordeste, o programa já atende 1.840 estudantes. Com a expansão para a Região Norte, mais 1.200 famílias passaram a ser beneficiadas.

Além dos impactos na inclusão social, o ministro destacou que o projeto tem auxiliado na identificação de novos casos de autismo, ampliando o acesso ao diagnóstico e ao acompanhamento especializado.

“O TEAtivo oferece acolhimento às crianças e tranquilidade às famílias. É uma iniciativa que tem produzido resultados acima do esperado e se tornou uma referência em inclusão por meio do esporte”, concluiu.

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