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Moinho Cultural conquista títulos, indicações e bolsa de estudos em festival internacional de dança

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

A excelência da dança produzida na fronteira entre Brasil e Bolívia voltou a ser reconhecida em um dos principais eventos do segmento no Centro-Oeste. Participantes do Instituto Moinho Cultural Sul-Americano conquistaram títulos, indicações e uma bolsa integral de estudos durante a 10ª edição do Festival Internacional Prêmio Onça Pintada, realizado em Campo Grande.

A delegação do Moinho Cultural foi composta por 39 participantes e sete profissionais, entre professores e equipe de apoio. A participação no evento contou com o apoio da LHG Mining, parceira da instituição, da empresa de transporte Andorinha, além de doações de parceiros, pessoas físicas e da mobilização das famílias dos integrantes.

Entre os destaques da competição esteve a coreografia “Rasgo”, assinada por Kelven Alex, que garantiu o primeiro lugar na categoria Conjunto Contemporâneo Adulto. No solo contemporâneo feminino, Izabelle Paiva conquistou o topo do pódio com a apresentação de “Rito”.

Já Marcos Souza teve desempenho de destaque ao vencer duas categorias: o solo neoclássico, com “Espectro”, de Agustín Salcedo, e o solo estilo livre masculino, com “Ecos do Invisível”, coreografia de Kelven Alex.

Na categoria Ballet de Repertório Solo Masculino, Pedro Barros alcançou o terceiro lugar com a variação “Tchaikovsky”. O pas de trois juvenil “Mirlitons” também conquistou a primeira colocação em sua categoria.

Outro resultado expressivo veio na categoria Dança Contemporânea Juvenil, em que o Moinho Cultural ocupou integralmente o pódio. A coreografia “Trakinagem”, de Izabelle Paiva, ficou em primeiro lugar; “Verão”, também de Izabelle, conquistou a segunda colocação; e “Eco”, de Agustín Salcedo, garantiu o terceiro lugar.

Além das premiações, o grupo recebeu importantes reconhecimentos individuais. Izabelle Paiva foi indicada ao prêmio de Melhor Bailarina do Festival, enquanto Marcos Souza concorreu ao título de Melhor Bailarino. A coreografia “Trakinagem” também recebeu destaque especial entre as apresentações do evento.

O trabalho da equipe artística foi igualmente reconhecido. Agustín Salcedo foi eleito Melhor Coreógrafo do Festival, e Marcos Souza recebeu uma bolsa integral de estudos para a sede do Grupo Raça, em São Paulo, onde poderá aprofundar sua formação artística até abril de 2027.

Para o coreógrafo Kelven Alex, as conquistas refletem o empenho coletivo desenvolvido ao longo do ano. Segundo ele, proporcionar aos participantes a oportunidade de vivenciar experiências semelhantes às que marcaram sua própria trajetória torna os resultados ainda mais significativos.

A coordenadora do Núcleo de Dança do Instituto, Aline Espírito Santo, destacou que a participação vai além das premiações. Para ela, as apresentações, trocas de experiências e aprendizados vividos durante os quatro dias de festival fortalecem o processo formativo desenvolvido pela instituição por meio da arte.

A edição de 2026 do Festival Internacional Prêmio Onça Pintada teve direção de Neide Garrido e contou com avaliação dos jurados Adriana Assaf, Denise Siqueira, Gustavo Lopes, Milena Gabriela e Rafael Gomes.

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