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Brasil alcança nível de “muito alto desenvolvimento humano” pela primeira vez, destaca Wellington Dias

Foto: Diego Campos/Secom-PR

Redação Plenax – Flavia Andrade

O Brasil atingiu pela primeira vez o patamar de “muito alto desenvolvimento humano”, segundo dados do Radar IDHM 2024, divulgado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) em parceria com a Fundação João Pinheiro (FJP) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O avanço foi comemorado nesta quarta-feira (27) pelo ministro do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome, Wellington Dias.

Durante entrevista ao programa “Bom Dia, Ministro”, o titular da pasta afirmou que o resultado reflete o impacto de políticas públicas voltadas à ampliação do acesso à educação, saúde e geração de renda.

Com Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) de 0,805, o país passou a integrar o grupo de nações classificadas com nível “muito alto” de desenvolvimento humano.

“A partir de agora, eu moro num Brasil com um IDH muito alto. Isso não aconteceu por acaso. Isso tem muito trabalho e é a força do povo brasileiro”, afirmou Wellington Dias.

Bolsa Família teve papel decisivo no avanço

Segundo avaliação do PNUD, o Bolsa Família teve papel importante na evolução dos indicadores sociais brasileiros. Além da transferência de renda, o programa mantém exigências relacionadas à frequência escolar de crianças e adolescentes e ao acompanhamento de saúde das famílias beneficiárias.

Para Wellington Dias, os dados mostram avanço, mas também ajudam a identificar desigualdades que ainda precisam ser enfrentadas, especialmente em municípios mais afastados dos grandes centros urbanos.

“O IDHM permite um planejamento mais eficiente. Os dados mostram que o Brasil está no rumo certo, mas também ajudam a identificar quem ainda precisa ser alcançado pelas políticas públicas”, destacou.

O ministro ressaltou ainda que cerca de 20% da população brasileira ainda vive em situação de pobreza, o que exige continuidade nas ações de inclusão social e desenvolvimento econômico.

Emprego e renda em alta

Durante a entrevista, Wellington Dias também destacou os indicadores relacionados ao mercado de trabalho. Segundo ele, o país vive um momento de crescimento econômico aliado à ampliação da renda das famílias de menor poder aquisitivo.

“O desemprego está no nível mais baixo da nossa história. A renda dos mais pobres está crescendo, assim como a renda da população negra e das mulheres”, afirmou.

Dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) apontam que pessoas inscritas no Cadastro Único responderam por 81,2% das vagas formais criadas no primeiro bimestre deste ano.

O ministro também destacou que muitos beneficiários do Bolsa Família atuam no empreendedorismo, agricultura familiar e pequenos negócios.

Programa aposta em qualificação e empreendedorismo

Outra iniciativa citada por Wellington Dias foi o programa Acredita no Primeiro Passo, voltado à qualificação profissional e inclusão produtiva de pessoas inscritas no Cadastro Único.

Segundo o ministro, o programa já alcança cerca de 9 milhões de brasileiros e busca conectar jovens e adultos a oportunidades de emprego, formação técnica e empreendedorismo.

“A gente identifica áreas em que as pessoas têm talento, oferece qualificação e cria condições para que elas possam ingressar no mercado de trabalho ou abrir o próprio negócio”, explicou.

O programa também oferece acesso a microcrédito com juros reduzidos, apoio técnico e incentivo à geração de renda para famílias de baixa renda.

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