Posted in

PF mira Cláudio Castro em investigação sobre aporte bilionário da Rioprevidência no Banco Master

Foto: Pedro França/Agência Senado

Redação Plenax – Flavia Andrade

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta terça-feira (26), a oitava fase da Operação Compliance Zero e colocou o ex-governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), entre os alvos da investigação que apura aportes bilionários da Rioprevidência no Banco Master, instituição ligada ao banqueiro Daniel Vorcaro.

Ao todo, a PF cumpre 10 mandados relacionados ao caso, que investiga movimentações financeiras consideradas suspeitas envolvendo recursos do fundo previdenciário estadual.

Segundo a Polícia Federal, a apuração é um desdobramento da Operação Barco de Papel, que identificou aplicações milionárias da Rioprevidência em Letras Financeiras de um banco privado entre outubro de 2023 e julho de 2024.

De acordo com os investigadores, os aportes analisados chegaram a aproximadamente R$ 970 milhões no período inicialmente identificado. Agora, a investigação avança sobre operações que podem ter alcançado cerca de R$ 3 bilhões envolvendo o Banco Master, de Daniel Vorcaro.

Operação amplia pressão sobre grupo político ligado ao PL

A nova fase da operação aumenta a pressão sobre aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ocorre em meio ao avanço de investigações sobre relações políticas e financeiras envolvendo o Banco Master.

Daniel Vorcaro já vinha sendo citado em outras apurações nacionais relacionadas a operações financeiras, influência política e possíveis irregularidades envolvendo agentes públicos e instituições financeiras.

A PF ainda não divulgou detalhes sobre o teor dos mandados cumpridos nesta terça-feira nem se houve bloqueio de bens ou apreensão de documentos.

Rioprevidência administra fundo bilionário

A Rioprevidência é responsável pela gestão dos recursos previdenciários dos servidores públicos do Estado do Rio de Janeiro e administra um dos maiores fundos estaduais do país.

As suspeitas investigadas envolvem possíveis irregularidades na aplicação desses recursos em produtos financeiros considerados de risco elevado, além de eventual favorecimento ao banco privado alvo da investigação.

Até o momento, Cláudio Castro não se manifestou oficialmente sobre a operação.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

error

Enjoy this blog? Please spread the word :)