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Centro-Oeste lidera alta nas passagens de ônibus no Brasil, aponta novo índice da ClickBus e Fipe

Foto: Divulgação/ClickBus

Redação Plenax – Flavia Andrade

Região teve reajuste médio de 8,2% em 12 meses; Distrito Federal e Mato Grosso registraram forte crescimento na venda de passagens

O Centro-Oeste foi a região brasileira com a maior alta no preço das passagens rodoviárias nos últimos 12 meses, segundo dados do novo Índice do Rodoviário ClickBus (IRCB), lançado pela ClickBus em parceria com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).

De acordo com o levantamento, a região registrou reajuste médio de 8,2% nas tarifas, acima da média nacional. Apesar do aumento, a demanda pelo transporte rodoviário segue aquecida, impulsionada pela busca por economia nas viagens.

O destaque ficou para o Distrito Federal e Mato Grosso, que apresentaram crescimento de 15,1% e 12,1%, respectivamente, no volume de vendas digitais de passagens.

Novo índice acompanha evolução das tarifas rodoviárias

O IRCB é o primeiro indicador estruturado do país voltado exclusivamente ao acompanhamento da variação dos preços das passagens de ônibus.

Desenvolvido com base em dados transacionais da plataforma da ClickBus, o índice monitora a evolução média das tarifas considerando diferentes categorias de serviço, distâncias percorridas e regiões brasileiras.

Segundo a empresa, o setor transportou cerca de 160 milhões de passageiros em 2025, consolidando o modal rodoviário como principal meio de conexão entre cidades brasileiras.

Passagens de ônibus sobem menos que aéreas e diesel

Os dados mostram que, no acumulado entre abril de 2025 e abril de 2026, as passagens rodoviárias tiveram alta de 7,5%.

O percentual ficou abaixo da variação registrada pelo diesel, que avançou 15,7%, e muito distante do aumento das passagens aéreas, que dispararam 23,2% no mesmo período.

Já a inflação geral medida pelo IPCA foi de 4,4%.

Segundo o CEO da ClickBus, Phillip Klien, o setor conseguiu absorver parte significativa dos custos operacionais sem repassar integralmente os aumentos ao consumidor.

“O brasileiro está pagando praticamente o mesmo por um produto incomparavelmente melhor. Isso diz muito sobre a resiliência do setor rodoviário”, afirmou.

Viagens curtas tiveram maior aumento

A análise detalhada do índice mostra diferenças importantes entre tipos de viagem e categorias de serviço.

As viagens de curta distância, com até 100 quilômetros, registraram a maior alta dos últimos 12 meses, chegando a 8,5%.

Já trajetos de longa distância, acima de 400 quilômetros, tiveram aumento mais moderado, de 5,2%.

Entre as categorias de serviço, a classe convencional apresentou a maior elevação tarifária, com 6,5%, enquanto a categoria cama registrou menor variação, de 4,9%.

Nordeste acumula maior alta histórica

Na série histórica iniciada em dezembro de 2017, o IRCB aponta que as passagens rodoviárias acumularam aumento médio nacional de 60,5%.

Regionalmente, o Nordeste lidera a alta acumulada no período, com avanço de 66,1%, seguido pelo Sudeste, com 64,3%.

O Centro-Oeste aparece com crescimento acumulado de 43,3%, abaixo da média nacional.

Índice amplia transparência no setor

A metodologia do IRCB foi desenvolvida pela Fipe e utiliza microdados anonimizados de vendas realizadas pela ClickBus em todo o país.

Segundo o presidente da Fipe, Bruno Oliva, o indicador permitirá análises mais precisas sobre o comportamento tarifário do transporte rodoviário brasileiro.

“O IRCB combina uma base ampla e representativa com rigor metodológico, permitindo análises consistentes sobre o comportamento dos preços no transporte rodoviário de passageiros”, destacou.

Os organizadores afirmam que o objetivo é ampliar a transparência do setor e qualificar o debate sobre mobilidade, inflação e custo de viagens no Brasil.

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