Redação Plenax
Mercado supera 5 milhões de doses de sêmen comercializadas no primeiro trimestre, aponta levantamento da ASBIA
O mercado de genética bovina iniciou 2026 em ritmo de crescimento no Brasil. Dados do Index ASBIA, relatório elaborado pela Associação Brasileira de Inseminação Artificial em parceria com o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, mostram que mais de 5 milhões de doses de sêmen bovino foram comercializadas no país entre janeiro e março deste ano.
O volume representa alta de 17,7% em relação ao mesmo período de 2025.
O principal motor do crescimento foi a pecuária de corte. Apenas nas vendas para clientes finais, foram comercializadas 3.093.482 doses de sêmen com aptidão para corte, avanço de 26,1% na comparação anual.
Outro destaque foi o aumento das exportações de genética bovina brasileira. Segundo o levantamento, os embarques de sêmen voltado à pecuária de corte alcançaram 83.590 doses no trimestre, crescimento expressivo de 99,2% em relação ao mesmo período do ano passado.
Para o presidente da ASBIA, Luis Adriano Teixeira, os números refletem tanto o avanço do melhoramento genético quanto o reconhecimento internacional da pecuária brasileira.
“Os números mostram que o investimento em genética segue forte e que as raças desenvolvidas no Brasil, especialmente as zebuínas, têm demonstrado elevada eficiência na produção de carne em regiões tropicais”, afirmou.
Na pecuária leiteira, o mercado interno também apresentou crescimento. Foram comercializadas 1.526.970 doses para clientes finais, alta de 5,9% e o maior volume já registrado para um primeiro trimestre na série histórica.
Somando corte e leite, as vendas diretas totalizaram 4.620.452 doses comercializadas para pecuaristas em todo o país, avanço de 18,7%. Considerando exportações e operações de prestação de serviço, o total de doses movimentadas chegou a 5.074.895.
O levantamento também aponta crescimento na entrada de material genético no mercado brasileiro. Ao todo, 6.376.974 doses foram disponibilizadas no período, alta de 9,44%.
As importações tiveram destaque, com 1.729.086 doses adquiridas no exterior — crescimento de 54,7%. Já a produção nacional somou 4.647.888 doses, registrando leve queda de 1,3%.
Segundo a ASBIA, a produção de genética leiteira bateu recorde histórico no trimestre, com 968.098 doses coletadas, aumento de 41,7%.

