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Mato Grosso do Sul bate recorde de empregos e registra 7º maior salário médio do Brasil

Foto: Bruno Rezende/Secom/Arquivo

Redação Plenax – Flavia Andrade

Estado alcança 1,46 milhão de trabalhadores ocupados e massa salarial histórica de R$ 6,75 bilhões, aponta IBGE

O Mato Grosso do Sul atingiu em 2025 o maior número de pessoas ocupadas da série recente da PNAD Contínua, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Segundo o levantamento, o Estado chegou a 1,46 milhão de trabalhadores ocupados, crescimento de 4% em relação a 2024.

Os dados também colocam Mato Grosso do Sul entre os estados com melhor rendimento do país. O rendimento médio mensal alcançou R$ 3.727, o 7º maior do Brasil, enquanto a massa mensal de renda bateu recorde histórico, estimada em R$ 6,75 bilhões.

Do total de pessoas ocupadas, 825 mil são homens e 638 mil mulheres. Em 2024, o Estado contabilizava 1,41 milhão de trabalhadores.

Trabalho ganha peso na renda das famílias

Outro indicador apontado pela pesquisa mostra que o trabalho ampliou sua participação na composição da renda domiciliar per capita em Mato Grosso do Sul.

Em 2025, os rendimentos do trabalho passaram a representar 80,7% da renda das famílias, acima dos 79,5% registrados no ano anterior. Já aposentadorias, pensões e programas sociais perderam participação relativa no período.

Para o secretário da Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação de Mato Grosso do Sul (Semadesc), Artur Falcette, os números refletem o fortalecimento econômico vivido pelo Estado nos últimos anos.

“A PNAD mostra um Estado que cresce com geração de trabalho, renda e oportunidades. Quando a renda do trabalho ganha participação na composição das famílias, isso indica dinamismo econômico, atração de investimentos e fortalecimento das cadeias produtivas”, afirmou.

Escolaridade e qualificação impulsionam renda

O levantamento também destaca o avanço da escolarização da população ocupada. O maior grupo entre os trabalhadores sul-mato-grossenses já possui Ensino Médio completo, com 488 mil pessoas, enquanto 375 mil ocupados têm Ensino Superior completo.

A pesquisa mostra ainda a diferença de rendimento conforme o nível de instrução. Trabalhadores com Ensino Superior recebem, em média, R$ 6.632 mensais, mais de três vezes acima da renda média de pessoas sem instrução formal, estimada em R$ 1.824.

O rendimento domiciliar per capita médio do Estado chegou a R$ 2.369, o 8º maior do país.

Bolsa Família recua e Estado avança em competitividade

Outro dado relevante da PNAD aponta queda no percentual de domicílios atendidos pelo Bolsa Família em Mato Grosso do Sul. Após atingir 13% em 2024, o índice caiu para 9,5% em 2025, equivalente a cerca de 102 mil domicílios.

Com isso, o Estado passou a registrar o 5º menor percentual do país, abaixo da média nacional de 17,2%.

Segundo Falcette, os resultados ajudam a explicar o desempenho de Mato Grosso do Sul no Ranking de Competitividade dos Estados 2026, elaborado pelo Centro de Liderança Pública (CLP), que colocou o Estado com o 2º melhor desempenho nacional em Capital Humano.

Para o secretário-executivo de Qualificação Profissional e Trabalho da Semadesc, Esaú Aguiar, o avanço econômico está ligado à expansão da agroindústria, da bioenergia e de novos investimentos industriais no Estado.

“A chegada de grandes empreendimentos ampliou a demanda por mão de obra qualificada. Com isso, o Governo do Estado fortaleceu políticas públicas voltadas à formação técnica, interiorização do emprego e qualificação profissional”, destacou.

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