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Governo abre consulta pública para criar guia de inclusão digital da pessoa idosa

Foto: Divulgação/Getty Images

Redação Plenax – Flavia Andrade

Proposta busca ampliar autonomia, segurança e participação da população idosa no ambiente digital

O Governo Federal abriu uma consulta pública para a construção do Guia Orientativo para o Desenvolvimento de Competências Digitais e Midiáticas da Pessoa Idosa no Brasil. A iniciativa tem como objetivo fortalecer a inclusão digital e ampliar a participação das pessoas idosas na sociedade conectada.

As contribuições podem ser enviadas até o dia 24 de maio por meio da plataforma Brasil Participativo. A proposta é reunir sugestões da sociedade civil, especialistas e da própria população idosa para subsidiar a versão final do documento.

A iniciativa parte do entendimento de que o avanço das tecnologias digitais transformou a forma de acesso à informação, aos serviços públicos e às relações sociais, tornando essencial que a população idosa desenvolva habilidades para utilizar essas ferramentas de maneira segura, crítica e autônoma.

Guia vai orientar políticas e ações de inclusão digital

O documento está sendo elaborado no âmbito do 6º Plano de Ação Nacional da Parceria para Governo Aberto e é coordenado pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, por meio da Secretaria Nacional dos Direitos da Pessoa Idosa.

A proposta prevê diretrizes, princípios e metodologias voltadas ao fortalecimento da inclusão digital da população idosa, levando em consideração a diversidade desse público e os desafios do envelhecimento em uma sociedade cada vez mais digital.

Entre os principais pontos abordados estão:

  • acessibilidade digital;
  • autonomia no uso da internet;
  • segurança digital;
  • combate ao idadismo;
  • uso ético das tecnologias;
  • acesso a serviços públicos digitais;
  • letramento midiático;
  • compreensão de tecnologias emergentes, como inteligência artificial.

Consulta é aberta para toda a sociedade

A participação na consulta pública é aberta a gestores públicos, educadores, pesquisadores, organizações da sociedade civil, profissionais de diversas áreas, familiares, cuidadores e às próprias pessoas idosas.

Segundo o governo, a participação social é considerada essencial para garantir que o guia reflita diferentes realidades, experiências e necessidades da população idosa brasileira.

As contribuições enviadas pela plataforma serão analisadas e poderão integrar a versão final do documento.

Educação digital como ferramenta de inclusão

Além das orientações conceituais, o guia também propõe metodologias baseadas em educação popular, aprendizagem intergeracional e valorização dos conhecimentos prévios das pessoas idosas.

A proposta defende que a inclusão digital vai além do simples acesso à tecnologia e envolve também alfabetização digital crítica, autonomia e participação ativa na sociedade contemporânea.

O documento ainda prevê mecanismos de monitoramento e avaliação das ações, com critérios e indicadores para acompanhar a efetividade das políticas de inclusão digital voltadas à terceira idade.

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