Redação Plenax
Em meio à instabilidade global provocada pela Oriente Médio, o governo federal articula novas medidas para evitar que a escalada nos preços internacionais do petróleo impacte diretamente o bolso dos brasileiros. A estratégia foi detalhada pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, durante entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, nesta quarta-feira (6).
Segundo o ministro, a prioridade é impedir reajustes na gasolina e no etanol. Para isso, o governo negocia com o Congresso Nacional do Brasil uma autorização para compensar a redução de tributos sobre combustíveis com receitas extras geradas pela alta do petróleo no mercado internacional.
A lógica, de acordo com Durigan, é manter a neutralidade fiscal sem repassar os efeitos da crise ao consumidor. “Se a guerra eleva a arrecadação, esse recurso será usado para aliviar o custo dos combustíveis, e não para outras finalidades”, afirmou.
Nos últimos meses, o governo já adotou uma série de medidas para conter os impactos da crise, incluindo subsídios ao diesel, desoneração de tributos federais e articulação com estados para redução do ICMS. Também houve retirada de impostos sobre o querosene de aviação e incentivos para a importação de gás de cozinha.
Outro ponto destacado foi a preocupação com o abastecimento. Embora o Brasil não enfrente risco imediato, o governo busca garantir oferta suficiente de diesel, especialmente em períodos estratégicos como a colheita agrícola, fortemente dependente do transporte rodoviário.
Além disso, novas ações estão em andamento, como subsídios ao produtor nacional de diesel e medidas semelhantes para o biodiesel, com o objetivo de reduzir custos e assegurar estabilidade no mercado interno.
A avaliação do Ministério da Fazenda é de que o Brasil possui uma posição relativamente favorável por ser exportador de petróleo, mas reforça que o cenário internacional exige monitoramento constante para evitar reflexos negativos na economia doméstica.

