Redação Plenax – Flavia Andrade
O Mato Grosso do Sul vem registrando avanços consistentes no combate à pobreza, impulsionado por programas sociais e geração de oportunidades. Entre março de 2024 e março de 2026, 44.604 pessoas deixaram a condição de pobreza, segundo dados do Cadastro Único para Programas Sociais, divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome.
A estratégia do governo estadual combina inclusão produtiva, transferência de renda e qualificação profissional, sob coordenação da Secretaria de Estado de Assistência Social e dos Direitos Humanos.
Entre os principais programas, o MS Supera foi ampliado e hoje atende 2.500 estudantes de baixa renda, com auxílio mensal de R$ 1.621 para alunos do ensino médio profissionalizante e do ensino superior. Só neste mês, 750 novos beneficiários foram convocados.
Outro destaque é o Mais Social, que atende cerca de 46 mil famílias com cartões de benefício e promove inclusão ativa. Parte dos beneficiários também participa do MS Qualifica, ampliando as chances de inserção no mercado de trabalho e empreendedorismo.
A rede de proteção inclui ainda iniciativas como o Cuidar de Quem Cuida, com mais de 2 mil atendidos; o Energia Social, que auxilia no pagamento da conta de luz; e o Recomeços, voltado a mulheres em situação de violência. Além disso, cerca de 20 mil cestas alimentares são distribuídas mensalmente a comunidades indígenas em 27 municípios.
Os reflexos aparecem também na segurança alimentar. Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, indicam que 34 mil famílias deixaram a situação de insegurança alimentar apenas em 2024.
A queda nos índices é contínua desde 2023. Segundo a Síntese de Indicadores Sociais do IBGE, mais de 40 mil pessoas superaram a linha da pobreza entre 2023 e 2024 no estado. Já na extrema pobreza, a redução foi de 40,74% em dois anos.
Com esse desempenho, Mato Grosso do Sul figura entre os estados com menor índice de extrema pobreza no país, com taxa de 1,6%, ao lado de Mato Grosso e Goiás, atrás apenas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O resultado reflete uma política pública que integra assistência social, educação e geração de renda, consolidando um cenário de melhora nos indicadores sociais e econômicos do estado.

