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Clima favorece safra do algodão, mas avanço de pragas e doenças acende alerta no campo

Foto: Divulgação

Redação Plenax – Flavia Andrade

O clima tem contribuído para o bom desenvolvimento da safra de algodão 2025/2026 nos Cerrados brasileiros, mas o aumento da umidade e o excesso de chuvas em algumas regiões já exigem atenção redobrada dos produtores no controle de pragas e doenças.

Segundo o 7º Levantamento da Safra de Grãos da Companhia Nacional de Abastecimento, as condições climáticas têm favorecido o estabelecimento da cultura. Em contrapartida, o cenário também cria ambiente propício para a presença de patógenos e insetos que podem comprometer a produtividade.

Bahia registra bom desenvolvimento, mas enfrenta bicudo e mosca-branca

Na Bahia, principal produtor de algodão da região do MATOPIBA, as chuvas da primeira quinzena de abril foram consideradas bem distribuídas e positivas para o avanço das lavouras.

Apesar disso, produtores têm intensificado o combate a duas ameaças recorrentes:

  • bicudo-do-algodoeiro
  • mosca-branca

Maranhão sofre com excesso de chuvas

Já no Maranhão, volumes elevados de chuva em determinadas áreas aumentaram a preocupação com doenças fúngicas.

Nesses casos, produtores têm reforçado aplicações de fungicidas para conter o avanço dos problemas ainda nas fases iniciais.

Tocantins e Piauí apresentam cenário mais estável

Em outras áreas do MATOPIBA, a situação segue mais tranquila.

No Tocantins, as lavouras apresentam boa sanidade. No Piauí, o desenvolvimento também é considerado positivo, sem registros relevantes de perdas por doenças.

Monitoramento diário faz diferença

De acordo com Bruno Vilarino, o momento exige presença constante do produtor no campo.

Entre as estratégias recomendadas estão:

  • monitoramento frequente da lavoura
  • manejo integrado de pragas
  • uso de fungicidas eficazes
  • ajuste no espaçamento entre plantas
  • melhoria da circulação de ar
  • drenagem em áreas críticas
  • planejamento do calendário de aplicações

Safra depende de resposta rápida

Especialistas alertam que o aumento das chuvas e da umidade deixa o produtor em posição mais sensível nesta temporada.

Quem identifica rapidamente os primeiros sinais de infestação ou doença tende a reduzir perdas e preservar o potencial produtivo da safra.

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